Especialista aponta avanço de tecnologias e busca por resultados mais naturais como tendência para os próximos anos
A busca por resultados mais naturais e personalizados deve marcar a evolução da cirurgia plástica em 2026, segundo especialistas da área. O movimento acompanha avanços tecnológicos, mudanças no perfil dos pacientes e protocolos cada vez mais rigorosos de segurança, que vêm transformando a forma como os procedimentos são planejados e executados. Dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) mostram que o número global de procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos cresceu mais de 13% em 2023, ultrapassando 15 milhões de cirurgias realizadas no mundo. O Brasil segue entre os países líderes no setor, refletindo a demanda por procedimentos mais seguros, discretos e com recuperação otimizada.
Entre os pacientes atendidos pelo cirurgião plástico Dr. Gerson Julio, o rejuvenescimento facial ganhou destaque em 2025, com aumento na procura por liftings faciais. Segundo o especialista, o interesse tem sido impulsionado por fatores como estética, bem-estar e referências visuais presentes nas redes sociais. “Muitos pacientes querem parecer mais jovens, mas sem perder suas características naturais. Existe uma busca maior por equilíbrio e refinamento, e não por transformações exageradas”, afirma.
As tecnologias faciais podem ser utilizadas, em pacientes mais jovens e nas mais maduras, usando equipamentos como Ignite Quantum Face, FaceTite e Morpheus (Burst, Prime e Resurface) que têm sido utilizados para estimular colágeno e melhorar a qualidade da pele. Já nos procedimentos corporais, a combinação entre cirurgia e tecnologias de retração cutânea, como Ignite Quantum, BodyTite e Morpheus Burst 3D, tem ampliado as possibilidades de tratamento e contribuído para resultados mais previsíveis.
Segundo o especialista, a integração entre cirurgia e tecnologias energéticas também contribui para reduzir o trauma cirúrgico e acelerar a recuperação. Estudos publicados no Aesthetic Surgery Journal indicam que a associação entre técnicas cirúrgicas e tecnologias de energia pode diminuir o tempo de edema e melhorar a qualidade dos resultados. Outro fator que vem transformando o setor é a digitalização dos processos clínicos. Equipamentos de documentação fotográfica padronizada, planejamento digital e acompanhamento estruturado do pós-operatório ajudam a aumentar a previsibilidade dos procedimentos e a segurança do paciente. “O paciente de hoje quer melhorar respeitando sua anatomia e identidade. O futuro da cirurgia plástica está no refinamento dos resultados, não no exagero”, explica o médico.
O especialista também observa mudanças recentes no perfil dos pacientes. O aumento do uso de medicamentos para perda de peso tem levado a maior incidência de flacidez cutânea e redução de massa muscular, ampliando a procura por procedimentos e tecnologias voltadas à redefinição corporal. Para o Dr. Gerson Julio, o avanço da cirurgia plástica nos próximos anos dependerá da integração entre técnica cirúrgica, tecnologia e critérios rigorosos de segurança. “Não se trata de fazer mais procedimentos, mas de fazer melhor, com planejamento, ética e foco no bem-estar do paciente”, conclui.


