Levantamento da Coelho da Fonseca mostra que ticket médio de imóveis de alto padrão no interior paulista já chega a R$ 20 milhões
O mercado imobiliário de alto padrão está vivendo uma transformação relevante no perfil da demanda. Levantamento da imobiliária Coelho da Fonseca aponta que o ticket médio das transações realizadas no interior paulista atingiu R$ 20 milhões em 2025, valor equivalente a quase o dobro dos R$ 10,93 milhões registrados na cidade de São Paulo. Os dados consideram apenas imóveis com valor superior a R$ 5 milhões.
O dado reforça uma tendência que tem ganhado força nos últimos anos: o avanço dos empreendimentos de luxo fora das capitais e a crescente preferência de parte dos compradores de alta renda por propriedades e condomínios localizados no interior. Mais do que a busca por uma segunda residência, o movimento reflete uma mudança na forma como o público de alta renda passou a enxergar a moradia.
“O conceito de luxo foi ressignificado. O comprador continua buscando excelência e boa localização, mas passou a valorizar mais os aspectos ligados ao bem-estar, ao tempo de qualidade e à privacidade. O estilo de vida tem ganhado cada vez mais força na decisão de compra”, afirma Luiz Coelho da Fonseca, Co-CEO da Coelho da Fonseca Imobiliária.
O amadurecimento dos empreendimentos localizados fora dos grandes centros urbanos ajuda a explicar esse cenário. Condomínios de alto padrão passaram a oferecer infraestrutura comparável à encontrada nos melhores empreendimentos urbanos, reunindo esportes, wellness, gastronomia, segurança, serviços e áreas de convivência em projetos de grande escala.
O interior paulista concentra alguns dos exemplos mais emblemáticos dessa transformação. Empreendimentos como Fazenda Boa Vista, em Porto Feliz, Quinta da Baroneza, em Bragança Paulista, e Haras Larissa, em Monte Mor, consolidaram um novo padrão de ocupação residencial voltado ao público de alta renda, com terrenos amplos, baixa densidade e serviços integrados.
Além da qualidade de vida, esses mercados oferecem um diferencial difícil de replicar nos bairros mais adensados das grandes capitais: propriedades com áreas significativamente maiores, infraestrutura completa e uma experiência residencial mais exclusiva.
O setor observa ainda uma nova etapa desse movimento. Após a consolidação de destinos localizados até aproximadamente 100 quilômetros da capital paulista, regiões situadas entre 100 e 200 quilômetros começam a ganhar protagonismo. Cidades como São Carlos, Ribeirão Preto e destinos da Serra da Mantiqueira já aparecem no radar de investidores e compradores de alta renda.
O movimento acompanha o aquecimento de importantes mercados imobiliários do interior. Segundo o Índice FipeZAP, Campinas registrou valorização residencial de 9,02% em 2025, acima da média nacional de 6,52%, reforçando a atratividade de cidades fora dos grandes centros.
Já consolidado em grande parte do mercado imobiliário de alto padrão, o avanço do interior paulista segue ganhando força à medida que novos empreendimentos amadurecem e a demanda por imóveis de maior valor agregado se expande para além das capitais.


