O mercado brasileiro de eletrodomésticos, avaliado em mais de US$ 20 bilhões em 2024, deve crescer com taxa composta anual superior a 3% até 2029, conforme apontado por relatório da Mordor Intelligence. O estudo observa que a crescente preocupação em cozinhar de forma saudável e mudanças no perfil das famílias vêm impulsionando o mercado de cozinhas e pequenos eletrodomésticos.
Além disso, o desempenho do setor é sustentado pelo avanço da classe média emergente e pelo aumento do poder de compra dos consumidores. Uma análise da IMARC também atribui à urbanização, ao crescimento da classe média e ao aumento da formação de famílias no Brasil a representatividade de cerca de 72,3% dos eletrodomésticos principais — como refrigeradores, lava-louças e fornos — no mercado em 2025.
Adelfo Cidi, sócio-fundador e CEO da marca brasileira de eletrodomésticos voltados para cozinhas e áreas gourmet de alto padrão Evol, observa que há uma busca cada vez maior por soluções que unam estética, funcionalidade e integração com o projeto de cozinha planejada. "O consumidor de alto padrão quer um produto que converse com a arquitetura do ambiente, ofereça embutimento preciso e contribua para uma composição mais limpa e sofisticada da cozinha".
De acordo com o executivo, eletrodomésticos embutidos contribuem para a otimização de espaço, leitura visual mais organizada e para a sensação de amplitude em cozinhas planejadas. "Quando bem integrados ao mobiliário, eles eliminam excessos visuais, favorecem a circulação e reforçam a sensação de amplitude, mesmo em cozinhas com metragens mais compactas", acrescenta.
O CEO da Evol avalia ainda que há uma valorização crescente de acabamentos mais discretos, comandos intuitivos e produtos que entreguem alta performance no uso real do dia a dia. Segundo ele, essa integração também é importante em projetos maiores porque preserva a sofisticação do ambiente e valoriza a arquitetura como um todo.
"O uso de eletrodomésticos embutidos é uma solução que atende tanto à estética quanto à funcionalidade, assim como inovações tecnológicas que têm sido incorporadas aos eletrodomésticos com o intuito de serem menos invasivas visualmente. Isso pode ser visto em comandos digitais mais discretos e soluções que melhoram a experiência sem interferir na harmonia do ambiente", afirma.
Segundo Adelfo Cidi, a tecnologia tem avançado no sentido de se tornar cada vez mais funcional, com sistemas de controle mais precisos e conectividade aplicada de forma prática. O objetivo é oferecer desempenho superior, maior controle e mais conveniência, mantendo a elegância do projeto e o protagonismo da marcenaria e dos demais elementos da cozinha.
Consumidores de classe média buscam aparelhos que combinem estética e funcionalidade, incluindo utensílios de cozinha multifuncionais e eletrodomésticos inteligentes, segundo o relatório da IMARC. A geração mais jovem também molda a evolução do mercado, com preferência por modernidade e praticidade, equilíbrio entre custo e recursos inteligentes, economia de energia e adaptação a pequenas cozinhas urbanas ou espaços de convivência em plano aberto.
Personalização
De acordo com o estudo, jovens adultos se inclinam para marcas alinhadas a valores como sustentabilidade e preço justo, além de priorizarem eficiência energética na escolha de eletrodomésticos, o que mantém forte a demanda por designs ecologicamente corretos. Fornos de micro-ondas e refrigeradores com inversor de frequência também registram maior presença entre consumidores urbanos que valorizam conveniência e confiabilidade.
"Hoje, desempenho e eficiência deixaram de ser diferenciais e passaram a ser expectativas básicas dentro do segmento premium. Isso influencia diretamente o desenvolvimento dos produtos, que precisam entregar potência, precisão e confiabilidade, mas também operar de maneira mais inteligente e eficiente. O desafio da indústria é justamente equilibrar alta performance com responsabilidade energética, sem abrir mão do design e da experiência de uso", comenta o executivo.
Para ele, a personalização é um caminho cada vez mais relevante, principalmente em projetos que buscam exclusividade e coerência estética, e os eletrodomésticos acompanham essa demanda ao oferecer possibilidades de melhor integração ao mobiliário, soluções para embutimento mais preciso e propostas que se adaptam ao desenho de cada cozinha.
Em 2025, o mercado brasileiro de eletrodomésticos registrou US$ 13,0 bilhões e, segundo previsão da IMARC, deve alcançar US$ 16,8 bilhões até 2034. A análise indica que as mudanças no estilo de vida urbano ampliam a procura por eletrodomésticos com design consciente e maior sofisticação tecnológica, e que o aumento de famílias com dupla renda também reforça a busca por produtos que economizem tempo e esforço.
A Evol acredita que o futuro dos eletrodomésticos de alto padrão passa por soluções que estejam mais alinhadas à forma como as pessoas vivem, cozinham e se relacionam dentro de casa, e, portanto, em um mercado cada vez mais orientado pela integração entre desempenho, design e usabilidade.
"A cozinha deixou de ser apenas um espaço funcional e se consolidou como um ambiente de convivência, de expressão e de experiência. Por isso, acreditamos em um caminho de inovação contínua, com produtos que tragam mais sofisticação, mais inteligência e mais conexão com a vida real dos consumidores", conclui Adelfo Cidi.
Para mais informações, basta acessar: evol.com.br/


