Linha criada pela artista Gabriela Orofino une símbolos da fauna e da flora da Ilha de Santa Catarina, como o martim-pescador e o guarapuvu, estampando camisetas, bermuda, boné, lenço e guarda-sol, cuja arrecadação será destinada a projetos sociais da instituição

Entre o mar e a mata, Florianópolis construiu sua identidade. É dessa paisagem, onde o vento sul encontra o verde da ilha e o azul das lagoas, que nasce a coleção Floripa, lançada pelo Cidades Invisíveis como homenagem aos 353 anos da capital catarinense, celebrados em 23 de março. A coleção transforma essa relação entre cidade e natureza em linguagem visual. As ilustrações são assinadas pela artista Gabriela Orofino, que reinterpretou elementos da fauna e da flora local em estampas inspiradas na paisagem da ilha.
A linha reúne camiseta branca nas versões adulto e infantil, camiseta esportiva, bermuda esportiva, boné, lenço e guarda-sol. Entre os símbolos escolhidos para representar Florianópolis estão dois elementos marcantes da paisagem local. De um lado, o guarapuvu, árvore símbolo da cidade, que no verão colore ruas e encostas com sua floração amarela. De outro, o martim-pescador, pássaro conhecido pelo voo rápido sobre rios e lagoas antes de mergulhar em busca de alimento.

As peças estarão disponíveis no site www.cidadesinvisiveis.com.br e também na loja física, na Casa Cidades Invisíveis, localizada no Calçadão da João Pinto, nº 212, no Centro Leste de Florianópolis. Além de uma homenagem à cidade, o lançamento também reforça o propósito social da iniciativa. Toda a renda arrecadada com a coleção será destinada às ações sociais do Cidades Invisíveis, que atua na redução da pobreza e da desigualdade por meio de projetos culturais, educativos, esportivos e profissionalizantes.
Manifesto de amor à Ilha
Criado em 2012, em Florianópolis, o Cidades Invisíveis nasceu com o objetivo de dar visibilidade a realidades frequentemente ignoradas nas cidades. Ao longo de quase quatorze anos, o instituto ampliou sua atuação para diferentes territórios do país, utilizando programas de capacitação, atividades culturais e esportivas, além de ações de educação, para gerar impacto social e empoderar comunidades periféricas.
Nesse contexto, a coleção Floripa também representa um retorno simbólico às origens do projeto, celebrando a cidade onde tudo começou e transformando essa homenagem em mais uma forma de gerar impacto social. O lançamento da coleção também é acompanhado por um manifesto que resgata essa trajetória e reforça a ligação do instituto com Florianópolis.
Manifesto da coleção Floripa
Nasci entre o vento sul e o barulho do mar.
Cresci com os pés na areia e o cheiro do mato no ar.
Sou manezinho.
Nascido e criado em Florianópolis.
Na maternidade Carlos Corrêa.
O Cidades Invisíveis também.
Foi aqui que dei meus primeiros passos com uma máquina fotográfica nas mãos.
Registrando que, na Ilha da Magia, existem cidades e pessoas invisibilizadas.
A fotografia, a arte e a moda foram nossas primeiras formas de enfrentar a pobreza e as desigualdades sociais.
Um projeto que nasce do desejo de contribuir para um presente mais justo e um futuro com oportunidades iguais.
Nascemos aqui.
Mas percorremos muitos outros territórios do Brasil.
Aprendendo.
Trocando.
Impactando mais vidas.
Agora, quase 14 anos depois, criamos novas raízes na cidade.
Inauguramos a Casa Cidades Invisíveis, no centro histórico de Florianópolis.
Esta coleção é uma homenagem.
Um agradecimento a essa terra e às pessoas que vivem aqui.
O guarapuvu, que floresce amarelo com o sol.
O martim-pescador, que voa no céu e mergulha no oceano.
Os elementos do mar que juntos formam a nossa ilha.
Uma coleção que honra essa terra e a nossa gente.
Viva Floripa.
E vida longa ao Cidades Invisíveis.




