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O mercado de carros colecionáveis vem ampliando seu alcance para além dos entusiastas do setor. Cada vez mais, veículos especiais passam a ser observados por investidores interessados em ativos alternativos, impulsionando discussões sobre valorização, escassez e preservação de patrimônio. O movimento acompanha uma tendência observada em diferentes mercados de colecionáveis, como relógios, obras de arte e vinhos, em que a escassez, a procedência e o potencial de valorização transformam determinados itens em ativos capazes de preservar ou ampliar valor ao longo do tempo.
No segmento automotivo, a valorização de um veículo depende da combinação dos fatores: originalidade, estado de conservação, histórico documentado, relevância cultural e volume de produção. Para a RARO, modelos produzidos em séries limitadas ou que marcaram uma época tendem a despertar maior interesse e, consequentemente, apresentar maior potencial de valorização, ao mesmo tempo, o amadurecimento do mercado tem contribuído para ampliar o perfil dos compradores, se antes o colecionismo era dominado por entusiastas experientes, hoje é possível observar a entrada de investidores atraídos pela possibilidade de adquirir bens materiais diferentes das aplicações financeiras tradicionais.
Segundo especialistas do setor, a valorização de um carro não está necessariamente ligada à sua idade. Veículos relativamente recentes já podem despertar interesse do mercado quando reúnem atributos como baixa produção, relevância histórica, configuração rara ou forte apelo entre colecionadores, em muitos casos, a percepção de valor está mais relacionada à singularidade do modelo do que ao tempo de sua fabricação. Nesse contexto, a curadoria ganha importância crescente. Em um mercado onde informações, histórico e autenticidade influenciam diretamente no valor de um veículo, a seleção criteriosa se tornou um diferencial para compradores que buscam segurança e assertividade na formação de suas coleções ou portfólios.
A tendência também reflete uma mudança mais ampla na relação entre consumo e patrimônio, em vez de priorizar apenas a aquisição, parte dos consumidores têm direcionado atenção para ativos que unem valor cultural, experiência e potencial financeiro e os carros especiais ocupam justamente esse encontro, combinando relevância histórica, desejo e escassez. De acordo com a RARO, esse movimento reforça o interesse crescente por ativos que unem exclusividade, história e potencial de valorização.
Para a RARO, plataforma especializada na curadoria de carros especiais e colecionáveis, o interesse crescente por esse mercado demonstra que o automóvel deixou de ser visto apenas como um meio de transporte ou objeto de paixão. Em determinados segmentos, ele passou a ocupar espaço semelhante ao de outros ativos alternativos, sendo considerado uma reserva de valor por quem busca diversificar patrimônio sem abrir mão do aspecto emocional que acompanha o colecionismo.
