As explorações dinâmicas da H&M sobre as pessoas, o estilo e a energia de cidades globais continuam com uma jornada pelo Brasil. Esta nova parada, H&M&RIO, dá sequência a H&M&NEW YORK, lançado no início deste ano, trazendo uma visão renovada para a imagem de moda: um palco democrático, sem hierarquias, que coloca no centro vozes distintas e a expressão pessoal.
Fotografado pelo renomado fotógrafo Rafael Pavarotti, H&M&RIO reúne rostos já conhecidos e novos talentos em estúdio, colocando todos em condição de igualdade. O Brasil é o país natal de Pavarotti, e esta série de imagens carrega um profundo senso de autenticidade e emoção, celebrando o ritmo único, as cores e a humanidade do Rio de Janeiro.
Os retratos apresentam uma mistura eclética de personagens brasileiros, incluindo o ator e músico Seu Jorge, a atriz e cantora Zezé Motta, a bailarina Ingrid Silva, a skatista Rayssa Leal e as modelos Victoria Blecher e Sheila Bawar. Diante das câmeras, o elenco transmite sua conexão especial com a moda e com o Rio de Janeiro, compartilhando o que o estilo pessoal significa para cada um. Eles aparecem vestindo uma combinação de peças próprias, itens vintage, peças de arquivo da H&M e looks das coleções atuais da marca.
“O que mais me inspira neste projeto é a forma como moda, cultura e estilo se movem como extensões do ritmo e do espírito coletivo de uma cidade. Você começa a perceber o quanto de uma pessoa vive nos detalhes — no que ela veste, em como se posiciona, em como se move, em como retribui o olhar. Reunir esse elenco e estar presente com suas histórias foi algo quase sagrado, como uma força em movimento. Viva. Esse é o espírito do Rio para mim.”
— Rafael Pavarotti
“Sempre digo que, no Brasil, as pessoas se importam profundamente com cultura, conexão e, acima de tudo, autenticidade. É um lugar rico em histórias e profundidade, e fico feliz em fazer parte de um projeto que celebra tudo isso.”
— Seu Jorge
“Ver o Rio de Janeiro através das lentes de Rafael Pavarotti foi incrível e inspirador. Adoro sempre trabalhar com o Raf, mas desta vez foi ainda mais especial, já que ele estava em seu país natal. O Rio é uma cidade de beleza, cultura e contrastes, e temos orgulho de celebrá-la, especialmente com a recente abertura da nova loja da H&M no Rio. Este projeto reflete a crença central da H&M de que a moda é uma coleção de expressões diversas, e não uma única estética ou visual.”
— Jörgen Andersson, Chief Creative Officer, H&M
H&M&RIO estreia nos canais da H&M em 8 de maio.
H&M&RIO estreia nos canais da H&M em 8 de maio.
Querido Rio de Janeiro,
Eu venho até você com a certeza de pisar em um paraíso onde a terra fala antes da palavra. Onde a leveza do gingado transporta nosso sangue por suas artérias. E mesmo sem te habitar, eu te sinto. Te reconheço e te honro. Você tem o dom de nos fazer sorrir, mesmo quando tudo pesa.
O que mais me impressiona em você não é a paisagem, é o que acontece dentro dela. A vista, todos já conhecem. Mas o que circula não se revela com facilidade. Não está na superfície. Está no fundo dos seus mares, no sal que permanece na pele, na quebra das ondas que nunca se repetem. Existe uma inteligência do corpo e da terra, um acordo silencioso entre quem vive aqui — uma forma própria de estar no mundo. Menos protegida, mais exposta. E, justamente por isso, mais viva.
No Rio, ninguém espera o momento ideal. O momento é tomado, e te atravessa por inteiro. Há uma dignidade no improviso, uma elegância que não nasce da contenção, mas de um excesso que encontra forma e transborda. As coisas não pedem licença para existir. Elas irrompem. E só depois a gente entende. Ou talvez não. E ainda assim, elas seguem.
O desejo aqui não se recolhe, ele se expande. O tempo não se mede em minutos, mas em ritmos. Não avança em linha reta, ele se abre, se dobra, se dissipa no ar quente. Se multiplica. Demora onde precisa, com gosto de bossa nova. Acelera sem aviso, às vezes sem volta.
Entre um passo e outro, a vida acontece do lado de fora. Música que surge sem anúncio, rodas que se formam, mãos que se encontram. O Rio não se contempla, ele se vive.
E, no meio de tudo isso, existe a alma.
Uma alma em movimento, que corre, que dança, que canta, que grita. Que acorda cedo, volta tarde, que não dorme. Que procura, que inventa, que insiste, que cria. Que confia mais na fé do que em qualquer garantia. Uma alma que, depois de tantos sóis, aprendeu a brilhar por si. E, depois de tanta chuva, reconheceu a força do coletivo — do corpo próximo, do gesto aberto, da presença que sustenta. Do ombro amigo, da gentileza.
Não é sobre resistência como discurso.
É sobre permanência.
Há uma generosidade no encontro que simplesmente acontece, uma proximidade que antecede qualquer intimidade. As conversas não começam, elas continuam. Como se a cidade falasse antes mesmo da gente chegar. Talvez seja isso que mais te define: nada começa, tudo se atravessa.
Foi no Rio que entendi isso pela primeira vez. Que a vida não espera que você esteja pronto. Ela acontece, e você entra.
Voltar agora, com esse trabalho, não é regressar. É reconhecer um batimento que nunca cessou. Algo que persiste, mesmo quando não se vê. Pulsante, intenso, vibrante, indomável, e ainda assim, sereno. Dual, matéria e espírito, corpo e memória. Como se tivesse começado e nunca terminado. Sempre esteve ali, suspenso, respirando por tambores silenciosos, até que mergulhei novamente em suas raízes e Iemanjá sorriu pra mim. E do seu canto eu soube, que na verdade, nunca teve um fim, apenas reticências disfarçadas de ponto final. Como a maré que recua só para voltar.
E talvez as reticências sejam parte essencial de você.
Porque, uma vez que se sente, não existe mais antes.
Há coisas que não passam. Elas se instalam.
O Rio não passa.
Ele permanece.
Ele chama.
Ele acalma.
Ele desperta.
Ele vibra.
Não é começo, nem fim.
É o meio por onde a magia continua a fluir.
…
Com amor,
Rafael Pavarotti.
