O fortalecimento das relações entre Brasil e China ganha um novo capítulo em 2026 com a realização do Ano Cultural Brasil-China, uma iniciativa bilateral que coloca a cultura no centro da diplomacia contemporânea. O programa prevê uma extensa agenda de atividades ao longo do ano, envolvendo música, audiovisual, patrimônio cultural, turismo, inovação e formação, com o objetivo de ampliar o conhecimento mútuo e aprofundar os laços entre as duas nações.
É dentro dessa agenda que se insere a Plataforma Música Brasil, iniciativa que levará uma comitiva formada pela Ministra da Cultura Margareth Menezes e mais de 120 profissionais da cultura, entre artistas, produtores, curadores e agentes do setor, para uma série de ações na China, com destaque para a participação no JZ Spring Festival, um dos mais importantes festivais de jazz e música contemporânea da Ásia.
Realizado em Xangai, o festival se transforma, em 2026, em um dos principais palcos da música brasileira no exterior, reunindo artistas consagrados e novas vozes em uma programação que evidencia a diversidade e a potência da produção musical do país. Nomes como Ivan Lins, Adriana Calcanhotto, Juliana Linhares, Luedji Luna, Jonathan Ferr e Hamilton de Holanda compõem a lista de atrações.
Mais do que uma celebração simbólica, o Ano Cultural Brasil-China se consolida como uma estratégia de política externa baseada na diplomacia cultural, hoje considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento de parcerias internacionais duradouras. Iniciativas dessa natureza contribuem diretamente para a construção de confiança, intercâmbio entre povos e expansão de oportunidades econômicas e criativas.A relação entre Brasil e China, formalizada diplomaticamente em 1974, evoluiu nas últimas décadas para uma das mais relevantes do cenário global, com atuação conjunta em fóruns como BRICS e G20, além de cooperações estratégicas em áreas como tecnologia, energia e sustentabilidade. Nesse contexto, o Ano Cultural surge como um marco de maturidade dessa parceria, reforçando a dimensão humana, simbólica e criativa desse diálogo.
A Plataforma Música Brasil é uma realização do Ministério da Cultura (MinC) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério do Turismo (MTur), Funarte, Embratur, Instituto Guimarães Rosa, Consulado Geral do Brasil em Xangai e Embaixada do Brasil em Pequim. O projeto tem patrocínio da Petrobras, Sebrae, Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDS) e Caixa Econômica Federal, com produção executiva da Quitanda Soluções Criativas, Instituto Cuidare e Ibero Culturas. Conta também com a parceria da Unesco Brasil.
Confira a programação completa:
PROGRAMAÇÃO BRASILEIRA – JZ FESTIVAL 2026 | Xangai, China
30 de abril – Westbund Grand Theater
19h30: Ivan Lins
1 de maio – Westbund
14h: Orquestra Cabulosa
16h30: Jonathan Ferr
19h: Hamilton de Holanda
21h: Luedji Luna
1 de maio – Hengshan 8 | Palco Square
15h: Josyara
17h: Silvero Pereira
1 de maio – Hengshan 8 | Palco Water Tower
18h: João Camarero
3 de maio – Hengshan 8 | Palco Square
15h: Khrystal
17h: Adriana Calcanhotto
3 de maio – Hengshan 8 | Palco Water Tower
16h: Tauí Castro
17h: Josyara
4 de maio – Hengshan 8 | Palco Square
15h: Mel Mattos
17h: Dorivã
4 de maio – Hengshan 8 | Palco Water Tower
16h: Khrystal
18h: Felipe & Manoel Cordeiro
5 de maio – Hengshan 8 | Palco Square
15h: Orquestra Cabulosa
17h: Juliana Linhares
5 de maio – Hengshan 8 | Palco Water Tower
16h: Jonathan Ferr
17h: Josiel Konrad
Além dos shows, a programação inclui masterclasses, encontros profissionais e colaborações com artistas locais, reforçando o caráter de intercâmbio e construção conjunta que marca o Ano Cultural.
A presença brasileira no festival não apenas celebra a excelência artística do país, mas também posiciona a música como vetor estratégico de inserção internacional, abrindo caminhos para novas parcerias, circulação de obras e fortalecimento da economia criativa.
Ao reunir tradição e contemporaneidade, diversidade estética e potência criativa, o Ano Cultural Brasil-China 2026 se projeta como um dos mais importantes movimentos de diplomacia cultural da atualidade, uma ponte viva entre dois países que, cada vez mais, constroem juntos um futuro compartilhado, mais justo, equitativo e sustentável.
