Depois de percorrer cinco regiões, 18 estados e mais de 29 cidades projeto chega ao fim com treinão em Porto Alegre e documentário
Completar cinquenta anos no mercado nacional é um marco que pede comemorações. Em 2025, a Olympikus decidiu transformar essa celebração em movimento — no sentido mais literal possível. No lugar de uma campanha de impacto, a marca escolheu percorrer o Brasil correndo, de ponta a ponta: foram 50 corridas realizadas e apoiadas, mais de 2.300 quilômetros passando pelas cinco regiões do país, 18 estados, mais de 29 cidades e 200 mil corredores nas ruas. Um circuito que conectou capitais, polos regionais e destinos de natureza com uma lógica proposital de descentralização: 13 provas no Sul, 13 no Nordeste, 11 no Sudeste, 5 no Centro-Oeste e 2 no Norte.
Na prática, isso significou presença tanto nos grandes palcos — como as maratonas de São Paulo e Porto Alegre, que reuniram dezenas de milhares de corredores — quanto em experiências mais nichadas, como provas de montanha na Chapada Diamantina, desafios de endurance em Brasília e corridas em Fernando de Noronha e Serra do Cipó. A presença não se limitou ao calendário oficial: eventos de crews e grupos locais como Corre Kilombo e Papa-Léguas Turbo levaram a marca para o território do treino, do encontro e da construção de comunidade. O circuito também revelou algo que dificilmente aparece em dados de mercado: a corrida como forma de explorar o país. Cada prova foi, ao mesmo tempo, um encontro esportivo e uma imersão nas particularidades de cada região.

A decisão de transformar os 50 anos em um circuito nacional não partiu apenas de uma lógica de celebração, mas de um diagnóstico: a primeira edição da pesquisa Por Dentro do Corre, realizada em 2024 pela Olympikus em parceria com a Box1824, deixou claro que o brasileiro não corre de um único jeito. Em 2025, os dados reforçaram essa leitura: mais de 70% dos corredores apontam bem-estar e saúde mental como principal motivação, enquanto a busca por performance segue relevante. Mais da metade já corre em grupo, evidenciando o crescimento das crews e da dimensão coletiva do esporte. Foi a partir dessa combinação — individual e coletivo, performance e experiência — que o projeto ganhou forma.
“A gente entendeu que não fazia sentido olhar para a corrida de um único jeito. O Brasil é diverso demais para isso. O projeto nasce justamente dessa vontade de respeitar e refletir essa pluralidade”, afirma Bianca Dallegrave, gerente de marketing da Olympikus.

A construção começou em um sprint criativo que reuniu profissionais de diferentes áreas — atletas profissionais e amadores, publicitários, organizadores de eventos, entre outros — em torno de uma pergunta central: como transformar um marco histórico para a marca em algo relevante para os corredores? A resposta foi olhar para as ruas. Em vez de criar um circuito proprietário isolado, a Olympikus optou por se inserir no que já existia, conectando-se a organizadores, provas tradicionais, eventos independentes e comunidades locais.

O calendário se desenhou de forma híbrida: grandes maratonas, meias-maratonas, provas de 5K e 10K, trail, ultras e revezamentos de longa distância, organizados em quatro territórios comportamentais — Pra se Desafiar, Pra Correr com os Olhos, Pra se Divertir e Pra se Engajar. A largada aconteceu em março de 2025, com o Bota Pra Correr Serra do Cipó. O encerramento simbólico aconteceu em 30 de abril de 2026, com o treinão que antecede a Maratona Int. de Porto Alegre — um fechamento que reforça o lugar da marca na jornada do corredor, não apenas na linha de chegada.
“Mais do que criar algo novo, queríamos entender onde a corrida já acontece e como poderíamos fazer parte disso de forma legítima. A comunidade tem uma força enorme e muitas vezes ela fala mais alto do que qualquer campanha. Por isso, nosso papel foi muito mais de ouvir e amplificar do que de direcionar”, diz Dallegrave.

Ao longo do percurso, as 50 corridas também funcionaram como campo fértil para captação de conteúdo. Equipes da marca acompanharam as provas de norte a sul, registrando histórias, paisagens e personagens que compõem o mosaico da corrida brasileira. Esse material — que inclui dados, registros visuais e os bastidores de uma operação que atravessou o país — vai se transformar em um documentário, com lançamento previsto ainda em 2026. “A gente sabia que esse percurso ia gerar histórias que mereciam ser contadas com mais profundidade. O documentário é a forma de dar a esse material o espaço que ele merece e de mostrar que existem muitas corridas dentro da corrida”, antecipa Dallegrave.
Ao extrapolar o eixo Rio–São Paulo e percorrer o país de forma consistente, a Olympikus amplia sua leitura sobre o corredor brasileiro e, consequentemente, sua forma de desenvolver produtos, comunicar e atuar no mercado. A escuta acumulada ao longo das 50 corridas alimenta diretamente a evolução da Linha Corre — o portfólio de tênis de performance da marca que cresceu junto com a cultura da corrida no Brasil e segue sendo desenvolvido em cocriação com atletas e comunidades.


“Quando você roda o Brasil de verdade, percebe que existem muitas corridas dentro da corrida. E isso muda tudo: produto, comunicação, estratégia. Porque você passa a construir junto, e não mais de dentro para fora”, reflete Dallegrave. “Os 50 anos foram um ponto de partida. A Olympikus segue com a certeza de que é ouvindo e cocriando com a comunidade que se ganha relevância na corrida de rua brasileira. É preciso entender, respeitar e evoluir junto. E isso só acontece quando você sai do eixo e se coloca disponível para escutar o país inteiro.”

Os próximos encontros já estão marcados e são, ao mesmo tempo, o encerramento de um ciclo e o pontapé inicial dos próximos 50 anos: a Maratona Internacional de Porto Alegre Olympikus 2026 e o Bota Pra Correr Chapada dos Guimarães. Para acompanhar o que vem por aí, incluindo os desdobramentos do documentário e as novidades da marca, o caminho é seguir a Olympikus nas redes sociais.




