Quinta edição da ArPa acontece de 27 a 31 de maio na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, com expansão e obras inéditas;
Em um contexto de crescimento consistente do mercado de arte brasileiro, a ArPa Feira de Arte acontece de 27 a 31 de maio na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. Um dos principais encontros da arte contemporânea na América Latina, a edição de 2026 amplia a presença de galerias, aposta em projetos curatoriais e realiza uma programação que articula diversidade de vozes, práticas e linguagens.
Dados recentes do Art Basel & UBS Art Market Report 2026 apontam crescimento de 21% nas vendas de galeristas brasileiros em 2025, posicionando o país entre os mercados mais dinâmicos do mundo. Esse cenário se reflete diretamente na ArPa, que reúne um conjunto expressivo de galerias e mostra o fortalecimento do Brasil no circuito global e a expansão de suas conexões.
“Chegamos à quinta edição com um amadurecimento importante da ArPa. A feira é uma plataforma estratégica para o diálogo entre América Latina e o circuito internacional”, afirma Camilla Barella, fundadora e diretora da feira. “A abordagem curatorial cria um ambiente mais atento ao diálogo entre obras, pesquisas e públicos. É uma proposta que privilegia a experiência dos visitantes e promove uma dinâmica qualificada de fruição da arte”, completa.
Setor Principal: projetos expositivos e diálogos internacionais
O Setor Principal apresenta estandes concebidos como exposições individuais ou coletivas de caráter investigativo. A seleção, realizada por um comitê formado por nomes atuantes no mercado, privilegia propostas que aprofundam pesquisas artísticas e constroem narrativas consistentes no espaço expositivo.
Entre os destaques, a Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta um projeto solo de Rodrigo Matheus, com uma instalação imersiva que organiza o estande como uma paisagem curva e abstrata, tensiona os limites entre natureza e cultura por meio de materiais como aço e cabelo sintético. A Pinakotheke exibe um conjunto histórico de obras de Farnese de Andrade, provenientes de uma coleção formada entre as décadas de 1970 e 1980, e oferece ao público a rara oportunidade de contato com um núcleo consistente da produção do artista.


A Nara Roesler apresenta obras inéditas de André Griffo, cuja pintura investiga as relações entre arquitetura, história e violência estrutural no Brasil, enquanto a Almeida & Dale promove o encontro entre Alex Červený e Joseca Yanomami, articulando diferentes cosmologias e modos de representação da natureza, da memória e dos sistemas de conhecimento.
A presença internacional ganha força com galerias como Nora Fisch, da Argentina, em colaboração com a COTT, além de nomes como Carmen Araujo Arte, com atuação na Venezuela e Espanha, e os espaços da Isla Flotante em coparticipação com a Calvaresi, que articula o circuito argentino.
Ao lado delas, galerias brasileiras com presença recorrente em feiras internacionais — como Almeida & Dale, Mendes Wood DM, Fortes D’Aloia & Gabriel, Nara Roesler e Luisa Strina — reforçam o intercâmbio entre contextos locais e mercados globais.

Diversidade de galerias e novos participantes
A edição de 2026 também se destaca pela entrada de novas galerias no circuito da feira, o que amplia o recorte geográfico e as abordagens curatoriais. Entre os destaques estão a Athena, com um projeto que articula diferentes gerações da arte brasileira; a Pilar, voltada a práticas contemporâneas experimentais; e a Refresco e a Pena Cal, que trazem produções conectadas a circuitos emergentes latino-americanos.
Também integram essa renovação galerias como WG, Ora e Raquel Perez Puig, que reforçam o diálogo internacional com programas focados em artistas contemporâneos e trocas transnacionais, além da Galeria 18, que chega com uma proposta alinhada a novas abordagens curatoriais. Essa diversidade contribui para um panorama mais plural e consolida a ArPa como um espaço de encontro entre trajetórias consolidadas e vozes emergentes.
“Essa diversidade de novas galerias reflete um momento de expansão do circuito, com a ArPa como uma plataforma de descoberta e circulação para diferentes contextos e gerações da arte contemporânea”, completa Barella.
Setor UNI reúne exposições individuais sob o olhar de Ana Sokoloff
A segunda área de destaque desta edição é o Setor UNI, que reúne exposições individuais de artistas contemporâneos com diálogo entre si. A curadoria é assinada pela consultora e curadora Ana Sokoloff, referência internacional em arte latino-americana.
Na edição de 2025, o UNI se destacou ao abordar temas como pertencimento, identidade, memória, gênero e ancestralidade, por meio de nomes como Ventura Profana, Laercio Redondo, Ad Minoliti e Camila Rodríguez Triana. “Para 2026, o UNI amplia sua atuação no circuito da arte latino-americana e incentiva o colecionismo aberto a múltiplas perspectivas”, assinala Barella.
Entre crescimento e desafios
Apesar do cenário positivo, o setor ainda enfrenta desafios estruturais, como o aumento dos custos logísticos e as barreiras à internacionalização. Ainda assim, o momento é de expansão: 83% das galerias brasileiras projetam crescimento, segundo o relatório da Art Basel/UBS, o maior índice global. Ao reunir projetos curatoriais consistentes, galerias de diferentes regiões e uma presença internacional ampliada, a ArPa 2026 surge como um espaço estratégico para a circulação da arte contemporânea e para o fortalecimento das conexões entre América Latina e o mundo.
Galerias e artistas confirmados no Setor Principal
(Sujeito a novas inserções/alterações até a realização da ArPa)
- Almeida & Dale: Alex Cerveny e Joseca Yanomami.
- Athena + Verve: Antonio Dias, Gustavo Prado e Felippe Moraes.
- Bolsa de Arte.
- Carmen Araujo Arte: Augusto Villalba e Juan Iribarren.
- Casa Triângulo: Sandra Cinto, Vânia Mignone, Eduardo Berliner, Assume Vivid Astro Focus (AVAF), Ascânio MMM, Lucas Simões e Lyz Parayzo.
- Coral Gallery: Chiara Baccanelli e Lucas Pertile.
- Cerrado: Alice Lara, Nilson Pimenta e Rafael de Almeida.
- COTT + Nora Fisch: Andrés Paredes e Miguel Harte.
- DAN Galeria: Dionísio Del Santo.
- Danielian: Ottavia Delfanti e Frans Krajcberg.
- Fortes D’Aloia & Gabriel: Rodrigo Matheus.
- Galeria 18: Karen de Picciotto.
- Galeria Karla Osorio: Luiz Gallina Neto, Matheus Marques Abu e Renan Aguena.
- Leonardo Leal: Arrudas e Júlia Aragão.
- Galeria Luis Maluf: Raphael Oboé e João do Nascimento.
- Galeria Lume: Julio Bittencourt e Rodrigo Sassi.
- Galeria Raquel Arnaud: Wolfram Ullrich e Felipe Pantone.
- Isla Flotante + Calvaresi: Dignora Pastorello e Mariela Scafati.
- Lima Galeria: Pablo Mufarrej e Bárbara Savannah.
- Luciana Brito Galeria: Campana e Gabriella Machado.
- Luisa Strina: Ana Prata, Bruno Baptistelli e Pablo Accinelli.
- Matias Brotas: Adriana Vignoli, Arthur Arnold, José Bechara e Raphael Bianco.
- Mendes Wood DM: Kentaro Kawabata e Varda Caivano.
- Marco Zero: Artur Bombonato, Gustavo Diógenes e Nicholas Steinmetz.
- Mitre Galeria: Benedikt Wiertz, Luana Vitra e Marcos Siqueira.
- Movimento: Viviane Teixeira.
- Nara Roesler: André Griffo.
- OMA Galeria: Eduardo Freitas e Luiz Pasqualini.
- Pinakotheke: Farnese de Andrade.
- Quadra: Arorá e Manuela Costa Lima.
- SteinART Contemporânea: Rivas & Wloch (Paula Rivas e Christian Wloch) e Yutaka Toyota.
- Yehudi Hollander-Pappi: Gustavo Silvamaral e Natália Ivanov.
- Zipper Galeria: Ian Salamente e William Santos.




