Sommelier apresenta um roteiro completo de vinhos para acompanhar a refeição do início ao fim

Harmonizar vinho e comida continua sendo um dos temas que mais despertam dúvidas entre consumidores. Para Gustavo Giacchero, sommelier da Wine Trader e do Fasano Belo Horizonte, entender a lógica por trás das harmonizações é muito mais eficiente do que decorar regras prontas.

Entre todas as dúvidas que surgem na hora de planejar um jantar romântico, poucas são tão frequentes quanto a harmonização. Afinal, qual vinho escolher quando o menu inclui entradas, prato principal e sobremesa? Segundo Giacchero, a resposta está no equilíbrio entre intensidade, acidez, textura e persistência.

“Harmonizar não significa decorar regras. Significa entender como vinho e comida podem valorizar um ao outro”, explica.

Chateau Tassin Blanc oferece frescor e acidez para despertar o paladar

Para as entradas, especialmente aquelas à base de frutos do mar, queijos frescos ou preparações leves, a recomendação é apostar em vinhos brancos de perfil vibrante. O Chateau Tassin Blanc(R$132) elaborado em Bordeaux com Sauvignon Blanc, Sémillon e Muscadelle, oferece frescor e acidez capazes de despertar o paladar sem sobrecarregá-lo.

Textura da Estrela Tinto, 2018 combina estrutura e elegância

Quando o prato principal envolve carnes vermelhas, a sugestão recai sobre o Textura da Estrela Tinto 2018 (R$384). Produzido na região portuguesa do Dão, combina estrutura e elegância, entregando profundidade aromática sem excessos.

Textura Palhete oferece leveza, acidez e complexidade suficientes para acompanhar preparações de intensidade intermediária.

Para peixes mais untuosos ou aves, o especialista recomenda o Textura Pretexto Palhete 2021 (R$292). Categoria tradicional portuguesa que mistura castas tintas e brancas, o Palhete oferece leveza, acidez e complexidade suficientes para acompanhar preparações de intensidade intermediária.

“O maior erro é pensar que harmonização exige vinhos pesados. Muitas vezes, os vinhos mais elegantes criam experiências muito mais memoráveis”, afirma Giacchero.

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