Renda recorrente apresenta o melhor resultado desde sua criação, com todos os negócios da vertical em níveis recordes e maior previsibilidade na geração de resultados da companhia
A JHSF encerrou 2025 com o maior resultado de sua história e um movimento estratégico que marca uma nova fase de sua trajetória. A receita bruta consolidada somou R$3,7 bilhões, com crescimento de 112% em relação a 2024, enquanto o Ebitda ajustado atingiu R$1,8 bilhão (+145%) e o lucro líquido, R$1,9 bilhão (+117%).
Mais do que números, o período foi marcado por uma transação inédita no mercado de capitais brasileiro. A companhia concluiu a venda de R$5,2 bilhões em estoques imobiliários, prontos e em desenvolvimento, para um Fundo de Investimento Imobiliário (FII), estruturado por meio de oferta pública de cotas a investidores, e gerido pela JHSF Capital.

A transação, a maior já realizada no setor imobiliário no país, permitiu a venda desses ativos para o fundo e desloca o desenvolvimento de incorporação para veículos de investimento, tornando a companhia mais leve em balanço, com maior previsibilidade de resultados e foco crescente em renda recorrente.
A reorganização da estrutura também torna mais clara a leitura dos resultados da companhia, ao separar os negócios de renda recorrente das atividades de incorporação e evidenciar a contribuição de cada frente no balanço. Com isso, a JHSF passa a apresentar de forma mais transparente sua base de geração de caixa e a permitir uma avaliação mais precisa de valor da companhia, ao mesmo tempo em que mantém um portfólio relevante de ativos, um landbank expressivo e posição de caixa líquido após a desalavancagem.
“A nova estrutura permite uma leitura mais clara do valor justo da JHSF. Hoje, temos uma base de geração de caixa recorrente estabilizada, superior a R$1 bilhão, que, considerando múltiplos de empresas de renda entre 15 e 20 vezes, pode implicar num horizonte de médio prazo um valor de mercado entre R$15 bilhões e R$20 bilhões. Além disso, essa leitura não contempla o potencial do nosso landbank, com cerca de R$30 bilhões em VGV, nem a posição de caixa líquido, o que reforça de forma relevante o valor total da companhia”, ressalta Augusto Martins, CEO da JHSF.

“A JHSF passa a ser sucessora de si mesma. Está evoluindo continuamente o modelo de negócio, tanto na forma de operar quanto na forma de financiar seu crescimento, mas sem nunca perder seu DNA e seus valores tradicionais. Afinal, o resultado que colhemos hoje é fruto de décadas de muito trabalho e pioneirismo.”
Renda recorrente ganha protagonismo
A unidade de renda recorrente registrou, em 2025, o maior resultado de sua história, com receita bruta de R$1,4 bilhão crescimento de 28% em relação a 2024, e Ebitda ajustado de R$ 658 milhões crescimento de 33% na mesma base de comparação, além de desempenho recorde em todas as suas frentes de atuação, com crescimento consistente em todos os negócios da vertical.
Nos shoppings, a companhia manteve crescimento acima do mercado, com alta de 13% nas vendas dos lojistas e de 12% no aluguel das mesmas lojas (SSR) na comparação com 2024, além de níveis de ocupação próximos a 100%. O desempenho acompanha o avanço estratégico do portfólio, com destaque para a expansão do Shopping Cidade Jardim, que acrescenta 3.400 m² de área bruta locável (ABL), elevando sua ABL total para aproximadamente 52.000 m². O projeto inclui a chegada de marcas inéditas na América Latina, como Loro Piana, Alaïa, James Perse e Fusalp, negociadas com exclusividade pela JHSF, além da ampliação das flagships de algumas das principais marcas internacionais, reforçando o posicionamento do ativo como o principal destino de consumo de alta renda da América Latina.
Em hospitalidade e gastronomia, a receita superou pela primeira vez R$ 500 milhões, com avanço dos indicadores operacionais, incluindo diária média, couvert e receita por quarto disponível (RevPAR), em linha com a demanda e o desempenho dos ativos no Brasil e no exterior.
O São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional manteve trajetória de crescimento, com aumento de 56% nos movimentos e de 38% no volume de combustível abastecido, em relação ao ano passado. O aeroporto opera com elevada ocupação e segue em ampliação de capacidade. Em apenas cinco anos, passou a ser o maior FBO do mundo na aviação executiva, com o maior número de aeronaves hangaradas, consolidando-se como referência global.
Nas JHSF Residences e nos Clubs, os resultados evidenciam o avanço consistente dessas frentes. Em Residences, a taxa de ocupação se manteve próxima de 100%, acompanhada pela expansão da base de unidades locadas. Já nos clubs, as vendas de memberships cresceram 56% em relação a 2024, impulsionadas pela abertura de novas operações, como o Fasano Tennis Club e o São Paulo Surf Club.
JHSF Capital amplia relevância estratégica
A JHSF Capital tem ampliado sua atuação como plataforma de investimentos e originação de capital para os diferentes segmentos do grupo. A gestora foi responsável pela estruturação do FII que adquiriu os estoques de incorporação, consolidando seu papel na evolução da estratégia da companhia.
Fundada há apenas três anos, a unidade alcançou, em 2025, cerca de R$ 10,5 bilhões em ativos sob gestão, com crescimento acelerado e evolução contínua do portfólio de fundos.
Hoje, a JHSF Capital já está entre as dez maiores gestoras de investimentos alternativos do país, o que reforça não só a escala alcançada em um curto espaço de tempo, mas principalmente a solidez e a qualidade de sua operação.
A gestora permite à companhia utilizar veículos de investimentos de forma estratégica para viabilizar o desenvolvimento dos projetos, mantendo o balanço mais leve e aumentando a eficiência na alocação de recursos.
Pipeline sustenta crescimento
A JHSF encerrou 2025 com entregas relevantes em seus negócios, incluindo novos hangares no São Paulo Catarina, além da inauguração de dois novos clubs, o São Paulo Surf Club e o Fasano Tennis Club, e do Fasano Al Mare Beach Club, na Sardenha.
A companhia avança com um pipeline de projetos no Brasil e no exterior, incluindo a ampliação do Shopping Cidade Jardim, o desenvolvimento do CJ Shops Faria Lima, o Boa Vista Village Town Center, novas residências para locação e o fortalecimento das operações internacionais da marca Fasano, em destinos como Miami, Londres, Cascais e Milão.
Esse conjunto de iniciativas reforça a estratégia de consolidar um ecossistema integrado de alta renda, combinando ativos imobiliários, plataformas operacionais e soluções financeiras, com foco em geração de valor no longo prazo.





