Em 14 de novembro, a Fundação Bienal de São Paulo recebe o público com treino aberto, visita patrimonial, cinema, lançamento de livro e discotecagem; programa somou mais de 6 mil participações em 2024 e 2025
O prédio da Bienal de São Paulo abre as portas no sábado, 14 de novembro, para um dia que começa com treino de boxe e termina com discotecagem em vinil. É a quinta edição do Pavilhão aberto, programa gratuito da Fundação Bienal que, das 10h às 18h, ocupa o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, e seus arredores.

A programação propõe uma viagem pela história das edições da Bienal, da 2ª à 36ª, reunindo registros fotográficos, publicações educativas, pesquisas sobre a memória da instituição e imagens dos bastidores da mostra. Entre visitas, conversas e exibições, o público poderá revisitar diferentes momentos da trajetória da Bienal e descobrir como suas edições continuam a reverberar no Pavilhão, que recebe a exposição desde sua quarta edição, em 1957.
Criado em 2019, o Pavilhão aberto convida o público a circular pelo edifício projetado por Oscar Niemeyer e a pensar como ele é preservado e usado. A edição de setembro de 2024 somou 2 mil participações. A de janeiro de 2025, realizada no aniversário da cidade, dobrou esse número, foram 4 mil visitantes.
Segundo Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, a programação de 2026 reflete o compromisso contínuo da instituição com a democratização do acesso à arte e ao patrimônio histórico. “O Pavilhão aberto é uma oportunidade de transformar o Pavilhão Ciccillo Matarazzo em um espaço vivo de trocas e aprendizado. Propomos que o público vivencie o significado cultural desse patrimônio, ao mesmo tempo em que se conecta com as atividades que oferecemos“, ressalta.

Quem abre a programação, às 10h, é o Boxe Autônomo. Desde 2015, o coletivo leva treinos a ocupações e espaços públicos de São Paulo e trata o esporte como direito social e ferramenta contra a discriminação. O grupo mantém uma academia gratuita na Casa do Povo, no Bom Retiro, e participou da 36ª Bienal de São Paulo com uma performance no programa Afluentes e um treino aberto na programação pública da mostra.
Às 11h, o artista, curador e professor Claudinei Roberto da Silva realiza uma visita guiada pelo Pavilhão e pelo entorno a partir de fotografias que integram o Arquivo Histórico Wanda Svevo e participaram do projeto Bienal no Território Paulista – Arte Contemporânea e Patrimônio Cultural com mostras nas cidades de Iguape e Itu. O roteiro acompanha a presença de artistas, curadorias e estruturas educativas ao longo da história da Bienal, assunto com que Claudinei tem experiência – ele foi subcoordenador do Educativo da 27ª Bienal (2007) e coordenou o Núcleo Educativo do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.
Às 14h, o Cinema Bienal abre suas portas no auditório do terceiro andar para o Festival International du Film sur l’Art que, em parceria com o Escritório do Québec em São Paulo, apresenta Plus rien n’est égal par ailleurs (2026), do canadense Martin Bureau. O filme-ensaio mistura videoarte, documentário e videoclipe para refletir sobre os excessos do capitalismo tardio e do consumo no Ocidente, em diálogo com o pensamento do filósofo Alain Deneault.

Às 15h30, a Fundação faz o lançamento presencial de Memórias em Arquivo: documentos, arte e narrativas da Bienal de São Paulo, livro digital publicado neste ano com ensaios e pesquisas sobre a história da instituição e seu acervo. Os autores conversam com o público sobre suas experiências de pesquisa no Arquivo Histórico Wanda Svevo, com mediação de Ligia Ferreira Fonseca, membro do Conselho Administrativo da Fundação Bienal. Criado em 1955 por Wanda Svevo, o Arquivo reúne mais de 400 mil registros e foi declarado de interesse público e social pelo Conselho Nacional de Arquivos (Conarq).
O fim de tarde fica com o Coletivo Macumbia, que das 16h às 18h faz discotecagem em vinil com a DJ e produtora Pensanuvem. Criada em 2011, a festa já passou de mil edições e tem como marca a junção entre cumbia, salsa e reggae ao forró, carimbó e lambada.
Ao longo do dia, a Caravana Lúdica, que também esteve na edição de 2024, monta o Museu interativo de jogos do mundo, atividade com mais de 60 jogos tradicionais e contemporâneos feitos com materiais reutilizados. O público pode ainda ver fotografias do projeto Bienal no Território Paulista e levar para casa publicações educativas da 34ª, 35ª e 36ª edições da Bienal. O documentário da montagem da 36ª Bienal de São Paulo também será exibido durante o dia no térreo. O filme revela os encontros, as decisões e o trabalho coletivo envolvidos na realização da mostra por meio de depoimentos da equipe conceitual, dos artistas, da escritora Conceição Evaristo e de representantes da Fundação Bienal de São Paulo.

Programação
Boxe Autônomo – treino aberto 10h
Local: térreo
Visita patrimonial com Claudinei Roberto da Silva, com interpretação em Libras 11h
Local: ponto de encontro no térreo
Exibição de Plus rien n’est égal par ailleurs (Martin Bureau, 66′, 2026, Canadá) Festival International du Film sur l’Art 14h
Local: Auditório do 3º pavimento
Lançamento do livro Memórias em Arquivo: documentos, arte e narrativas da Bienal de São Paulo Roda de conversa com mediação de Lígia Ferreira Fonseca, com interpretação em Libras 15h30
Local: vão central
Coletivo Macumbia – discotecagem em vinil com Pensanuvem 16h – 18h
Local: térreo
Exibição do documentário Nem todo viandante anda estradas – Montagem 36ª Bienal 10h – 14h30
Local: vão central
Caravana Lúdica – Museu interativo de jogos do mundo 10h – 16h
Local: térreo
Distribuição de publicações educativas (34ª, 35ª e 36ª Bienais) 10h – 17h
Local: térreo
Exibição de fotografias do projeto Bienal no Território Paulista — Arte Contemporânea e Patrimônio Cultural 10h – 18h
Local: 3º pavimento
A Fundação Bienal de São Paulo agradece seu parceiro estratégico Itaú e seus patrocinadores master Petrobras, Bloomberg, Bradesco, Citi, Vale e Vivo.
Este projeto é realizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura.

