A Ford Racing inicia este mês uma fase decisiva do seu programa de retorno à categoria de Hypercars do Campeonato Mundial de Endurance (WEC) em 2027: os testes reais na pista. Depois de o motor V8 de 5,4 litros baseado no Coyote ser integrado ao sistema híbrido e passar por um simulador que reproduz fielmente cada palmo da pista de Le Mans, chegou a hora dele mostrar a que veio no asfalto.

O programa de testes vai incluir vários circuitos da Europa, seguindo depois para os EUA. Ele será focado em desempenho, confiabilidade, integração do sistema híbrido e validação aerodinâmica, em condições que simulam as exigências do WEC e das 24 Horas de Le Mans.

O time de seis pilotos tem um papel central nessa fase de transição, avaliando o desempenho do carro tanto no simulador como nas pistas. “Embora o simulador e o dinamômetro forneçam uma ótima base, não há substituto para a sensibilidade dos pilotos no volante quando estamos realmente na pista. Esse ciclo de feedback é o que verdadeiramente vai refinar este carro nos próximos meses”, diz Dan Sayers, gerente do Programa WEC Hypercar da Ford Racing.

O Hypercar da Ford tem chassi desenvolvido com a ORECA e um motor V8 de 5,4 litros naturalmente aspirado do tipo Coyote, projetado, desenvolvido e construído internamente pela Ford. Essa estratégia permite que ele tenha uma ligação direta com os veículos de performance de produção da marca, acelerando a transferência de tecnologia entre as pistas e as ruas.

“Olhando a nossa jornada até aqui, tenho orgulho do trabalho de base que foi feito muito antes de o motor sequer funcionar na França”, completa Sayers. “Na fase de desenvolvimento nos dinamômetros em Dearborn testamos os limites do seu desempenho e durabilidade, aprendemos muito e confirmamos seu grande potencial. Esse trabalho, combinado com o progresso feito paralelamente no chassi com a ORECA, agora convergiu em um pacote completo, pronto para a próxima fase.”

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