A Mercedes-Benz do Brasil apresenta seu novo Espaço Memória, exposição permanente criada no ano em que a empresa celebra 70 anos de produção no País. Instalado na fábrica de São Bernardo do Campo, o espaço reúne veículos, documentos, imagens, relatos e outros conteúdos para contar a trajetória da marca a partir de sua relação com a indústria, o transporte e a sociedade brasileira.
A experiência ocupa o hall de entrada e o 8º andar do icônico prédio central, o prédio da estrela e logo no início do percurso, veículos históricos ajudam a apresentar diferentes capítulos da evolução do transporte. Entre eles estão o Daimler 1909, a réplica do primeiro caminhão, o caminhão Mercedes-Benz L 312, conhecido como “Torpedo”, e o monobloco Mercedes-Benz O 321 H.
O Daimler 1909, fabricado na Alemanha pela Daimler-Motoren-Gesellschaft (DMG) antes da formação da Mercedes-Benz, é o exemplar original restaurado pela Mercedes-Benz do Brasil e integra o acervo histórico da empresa.
O L 312 representa um capítulo diretamente ligado à história da Mercedes-Benz no País. O modelo inaugurou, em 1956, a produção nacional de caminhões a diesel da marca na fábrica de São Bernardo do Campo. Conhecido popularmente como “Torpedo”, em razão do desenho de seu capô, tornou-se um símbolo da industrialização automobilística brasileira.
No transporte de passageiros, outro destaque é o O 321 H, monobloco lançado em 1958. Foi o primeiro ônibus fabricado no Brasil a integrar estrutura, motor e carroceria em um único conjunto, rompendo com a configuração predominante à época, em que chassis de caminhão eram encarroçados para o transporte de passageiros.
A partir desses primeiros marcos, a exposição conduz o visitante pelas origens da mobilidade, pela chegada da Mercedes-Benz ao Brasil, pelo início da produção nacional, em 28 de setembro de 1956, e pelas transformações que marcaram a evolução da empresa ao longo de sete décadas.
Mais do que apresentar uma cronologia de produtos e acontecimentos, o projeto procura mostrar os impactos dessa trajetória na vida de colaboradores, clientes, motoristas, parceiros, famílias e comunidades. Essa abordagem é sintetizada na mensagem que recebe os visitantes: Todo mundo tem uma história com um Mercedes-Benz.
“Desde o início, entendemos que o Espaço Memória não deveria se limitar a uma linha do tempo de veículos, datas e conquistas. Buscamos revelar as pessoas por trás desses marcos e reconhecer as diferentes gerações que, com seu conhecimento, suas experiências e seus valores, construíram o legado da Mercedes-Benz no Brasil”, afirma Luiz Carlos Moraes, diretor de Comunicação Corporativa e Relações Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil.
Uma narrativa sobre a empresa e as transformações do País
Organizar 70 anos de história em uma experiência acessível ao público foi um dos principais desafios do projeto. Para isso, a narrativa foi estruturada em três eixos: legado, relacionado à história e ao pioneirismo; impacto, associado às transformações do Brasil; e futuro, voltado à inovação e à sustentabilidade. O percurso apresenta a evolução da indústria, dos caminhões e dos ônibus, o desenvolvimento da engenharia brasileira, a ampliação do atendimento aos clientes e as mudanças tecnológicas que continuam transformando o transporte.
A proposta é permitir que o visitante compreenda não apenas os principais acontecimentos dessas sete décadas, mas também a importância dessas transformações para a empresa, para o setor e para as pessoas que fizeram parte desse processo.
Nesse contexto, os veículos passam a fazer parte das diferentes dimensões da história do País. Os caminhões remetem à evolução do transporte de cargas; os ônibus, à mobilidade de passageiros; a fábrica, ao conhecimento acumulado por gerações de profissionais; e a engenharia, à capacidade brasileira de desenvolver soluções para os desafios do transporte.
“Existe uma responsabilidade muito grande em cuidar de uma história de 70 anos. Não queremos apenas preservar objetos ou acontecimentos. Queremos preservar significados e reconhecer as pessoas que ajudaram a Mercedes-Benz a construir sua história no Brasil”, comenta Moraes.
Pessoas no centro da história
O Espaço Memória evidencia ainda que a trajetória da Mercedes-Benz no Brasil é construída coletivamente. Ao reunir histórias de colaboradores, clientes, motoristas, parceiros e comunidades, a exposição aproxima a memória institucional das experiências individuais das pessoas que mantêm ou mantiveram uma relação com a marca. Essa perspectiva conecta o passado a temas que permanecem relevantes para a indústria, como inovação, eficiência, segurança, sustentabilidade e desenvolvimento de novas soluções para o transporte.
“Preservar a memória não significa olhar apenas para trás. Significa compreender de onde viemos, reconhecer quem tornou essa trajetória possível e levar esse aprendizado para os próximos capítulos. Celebrar 70 anos é agradecer às pessoas que abriram caminhos e assumir a responsabilidade de continuar construindo o futuro. E queremos que o visitante perceba que essa história continua aberta. O próximo capítulo será construído por todos nós”, conclui o executivo.
Dia da Família aproxima novas gerações da história da Mercedes-Benz
As comemorações pelos 70 anos da Mercedes-Benz do Brasil também foram compartilhadas com colaboradores e seus familiares durante o Dia da Família. O evento foi realizado em São Bernardo do Campo (SP), em Juiz de Fora (MG), aproximando as famílias dos locais onde diferentes gerações de profissionais ajudaram e continuam ajudando a construir a trajetória da empresa.
A programação contou com atividades para todas as idades, desde exposição de veículos históricos e atuais, apresentação do caminhão Estrela Delas e do movimento A Voz Delas, brincadeiras diversas para crianças, além de visitas às linhas de produção e escritórios.
A iniciativa reforça um dos conceitos presentes no próprio Espaço Memória: a história da Mercedes-Benz no Brasil é também a história das pessoas que participaram dela. Ao receber colaboradores e suas famílias nas unidades, a celebração dos 70 anos conecta o legado construído ao longo de sete décadas às novas gerações.


