Navitimer B09 Chronograph 41 e B02 Chronograph 41 Cosmonaute chegam à coleção permanente da marca com referências aos anos 1960, mostradores históricos e movimentos manufaturados de corda manual.
A Breitling amplia a coleção permanente Navitimer com dois cronógrafos que recuperam elementos importantes de sua história na aviação e na exploração espacial. Os novos Navitimer B09 Chronograph 41 e Navitimer B02 Chronograph 41 Cosmonaute combinam construção contemporânea, movimentos mecânicos de corda manual e o logotipo Twin Jet, símbolo que acompanha a identidade da relojoaria desde a década de 1950.
A novidade também representa uma mudança na posição desses modelos dentro do catálogo da marca. Em vez de permanecerem associados a edições limitadas ou lançamentos comemorativos, os dois relógios passam a integrar a linha regular da Breitling, aproximando referências históricas de uma coleção disponível de forma permanente.
Navitimer Cosmonaute: da cabine de um avião ao espaço
Lançado originalmente em 1952, o Navitimer nasceu como um instrumento de apoio aos pilotos. Sua combinação de cronógrafo e régua de cálculo circular permitia realizar operações relacionadas à navegação aérea e acompanhar intervalos de tempo durante os voos. Uma década depois, a mesma proposta técnica ganhou uma nova aplicação com o Cosmonaute.
A pedido do astronauta Scott Carpenter, a Breitling desenvolveu uma versão adaptada às necessidades de uma missão espacial. O principal diferencial estava no mostrador de 24 horas, concebido para facilitar a leitura do tempo em um ambiente no qual a alternância entre dia e noite não segue o ciclo terrestre convencional.

Em 24 de maio de 1962, Carpenter utilizou o relógio durante a missão Mercury-Atlas 7. O episódio consolidou o Cosmonaute como o primeiro relógio de pulso suíço a viajar ao espaço e estabeleceu uma das conexões mais relevantes entre a relojoaria mecânica e a exploração espacial.
A nova versão preserva essa característica. O Navitimer B02 Chronograph 41 Cosmonaute utiliza uma caixa de aço inoxidável de 41 mm e abriga o calibre manufaturado Breitling B02, um movimento cronógrafo de corda manual com indicação de 24 horas, desenvolvido exclusivamente para o Cosmonaute.
A data aparece de maneira discreta no submostrador inferior, acompanhando sua tonalidade para preservar a harmonia visual do conjunto. A marca também oferece duas opções de pulseira: couro de bezerro marrom com degradê e fecho dobrável ou uma pulseira de aço inoxidável de sete fileiras, que combina acabamentos acetinados e polidos.
Navitimer B09: a estética dos cronógrafos mecânicos dos anos 1960
O segundo lançamento recupera outra vertente da história do Navitimer. O B09 Chronograph 41 busca inspiração nos relógios da década de 1960, período em que o modelo também conquistou pilotos de corrida como Jim Clark e Graham Hill. Além de competirem nas pistas, ambos tinham ligação com a aviação e reconheciam a utilidade da régua de cálculo e do cronógrafo em suas atividades.
A caixa de 41 mm abriga mostradores pretos ou azuis, acompanhados por submostradores brancos em configuração conhecida como reverse panda. A combinação cria contraste visual e reforça a leitura das funções cronográficas, enquanto a régua de cálculo circular mantém um dos elementos mais reconhecíveis do Navitimer.
O modelo utiliza o calibre manufaturado B09, de corda manual. Embora versões anteriores desse movimento tenham aparecido em edições limitadas e relógios comemorativos, esta é a primeira vez que um Navitimer B09 passa a integrar a coleção permanente da marca.
A ausência de indicação de data também contribui para um perfil de caixa mais fino. Com isso, o relógio mantém proporções próximas às referências históricas sem abandonar a construção contemporânea.
A Breitling combina o mostrador preto com uma pulseira de couro marrom em degradê. Já a versão azul recebe uma pulseira em tonalidade correspondente. Ambas utilizam fecho dobrável com botões de liberação e também podem ser equipadas com a pulseira de aço inoxidável de sete fileiras.
Corda manual e a relação entre relojoaria e ritual
Os dois lançamentos recuperam uma característica que marcou os cronógrafos mecânicos antes da popularização dos movimentos automáticos, em 1969: a necessidade de dar corda ao relógio diariamente, conforme o uso e a reserva de marcha.
Nesse contexto, a corda manual representa mais do que uma escolha técnica. Ela aproxima o proprietário do funcionamento mecânico do relógio e recupera um hábito tradicional da relojoaria, no qual a interação cotidiana faz parte da experiência de uso.
Ao mesmo tempo, os calibres manufaturados mantêm os modelos alinhados à abordagem contemporânea da Breitling. A proposta combina a construção mecânica tradicional com os padrões atuais de produção, sem abrir mão da identidade visual que tornou o Navitimer reconhecível ao longo das décadas.
Segundo Georges Kern, CEO da House of Brands, os novos relógios demonstram como a coleção continua evoluindo a partir das pessoas que a utilizam. O B09 recupera a aparência e a experiência dos cronógrafos clássicos dos anos 1960, enquanto o Cosmonaute remete à adaptação da tecnologia aeronáutica para as condições de uma missão espacial.
O logotipo Twin Jet reforça a identidade histórica
Outro elemento compartilhado pelos lançamentos é o logotipo Twin Jet, aplicado em dourado sobre os mostradores monocromáticos. Utilizado pela Breitling desde 1957, o símbolo apareceu pela primeira vez no mostrador do Navitimer em 1965.
O emblema também ajuda a contextualizar a relação da marca com a aviação civil. Enquanto o logotipo da Aircraft Owners and Pilots Association (AOPA) identificava versões destinadas aos integrantes da associação, o Twin Jet tornou-se uma representação mais ampla da identidade visual da Breitling.
Sua presença nos novos cronógrafos reforça a intenção de recuperar detalhes associados às referências históricas, sem transformar os lançamentos em simples reproduções do passado.
Dois capítulos da história do Navitimer na coleção permanente
Os novos Navitimer B09 Chronograph 41 e B02 Chronograph 41 Cosmonaute partem da mesma origem, mas representam caminhos distintos da história da Breitling. O primeiro recupera a estética dos cronógrafos mecânicos da década de 1960, enquanto o segundo celebra o momento em que a experiência da marca na aviação ultrapassou os limites da atmosfera terrestre.
Ao incorporar os dois modelos à coleção permanente, a Breitling amplia o acesso a referências importantes de seu catálogo histórico e reforça a continuidade do Navitimer como um dos principais relógios de sua linha.
Mais do que revisitar desenhos clássicos, os lançamentos mostram como elementos técnicos desenvolvidos para necessidades específicas — da navegação aérea à leitura do tempo no espaço — continuam relevantes para a relojoaria contemporânea.


