Alta nas vendas de vinil acompanha o interesse por coleções que vão além da música e também passam a compor os ambientes da casa
O vinil segue em alta mesmo em um mercado dominado pelo streaming, e o crescimento das coleções começa a aparecer também dentro de casa. Com mais discos, edições especiais e capas que muitos fãs preferem deixar à mostra, surgem novas demandas de organização e integração do acervo à decoração.
O crescimento já aparecia nos números de 2024. Naquele ano, o vinil movimentou R$ 16 milhões no Brasil, avanço de 45,6% em relação a 2023, e se tornou o principal formato físico em receita no país.
Além da música, as próprias edições ajudam a alimentar o interesse pelo objeto. Vinis coloridos, capas alternativas, boxes e versões especiais passaram a fazer parte da experiência de quem compra e coleciona discos. Artistas como Pitty, NX Zero e Marina Sena estão entre os nomes brasileiros que lançaram ou relançaram trabalhos em vinil nos últimos anos.
O movimento também é global. Em 2025, a receita mundial com vinil cresceu 13,7%, marcando o 19º ano consecutivo de alta, segundo a IFPI. Com coleções cada vez maiores e edições pensadas também para serem vistas, o desafio deixa de ser apenas onde guardar os discos e passa a incluir como integrá-los à decoração da casa.
Quando a coleção se torna parte da identidade da casa
Quem começa com alguns discos pode, com o tempo, reunir dezenas ou centenas de LPs. Nesse ponto, além de escolher o que ouvir, aparece outra questão: onde guardar a coleção sem esconder os álbuns e como encaixá-la no espaço disponível em casa?
Para Guilherme Kodja, cofundador e CEO da Movêu, essa relação com os discos também ajuda a definir a forma como o colecionador organiza o ambiente. “Quem coleciona vinil costuma ter uma relação muito próxima com os discos, as capas e os artistas. Por isso, a coleção muitas vezes fica à mostra e acaba fazendo parte da identidade da casa. A possibilidade de personalizar o móvel ajuda justamente a adaptar esse espaço à coleção de cada pessoa, seja pelas medidas, pela quantidade de discos ou pela forma como a pessoa quer organizar.”
A Movêu desenvolveu modelos voltados especificamente para colecionadores de vinil. A proposta é que o móvel possa acompanhar tanto o espaço disponível quanto às características de cada acervo: cores, medidas e número de compartimentos podem ser personalizados, permitindo montar a estrutura de acordo com o tamanho da coleção e a forma como o cliente pretende organizá-la.
Essa customização também permite pensar no espaço destinado aos equipamentos que fazem parte do momento de ouvir música e na possibilidade de ampliar a capacidade do móvel conforme novos discos entram para a coleção.
“Cada coleção é diferente. Tem gente que precisa de mais espaço para os discos, enquanto outros querem deixar o toca-discos e outros equipamentos integrados ao ambiente ou destacar uma parte do acervo. A personalização permite pensar o móvel a partir dessas necessidades e também do espaço que a pessoa tem em casa”, explica Guilherme.
O digital facilitou o acesso à música, mas não substituiu o valor do formato físico para quem aprecia a sonoridade do vinil, gosta de ter o disco em mãos, organizar a coleção e deixar os álbuns à mostra.


