Fundada por Gustavo Balbi e Klaus Schuster, a OTO transformou uma comunidade de WhatsApp em uma marca que projeta faturar R$1 milhão no primeiro ano.
Enquanto muitas marcas investem primeiro em campanhas publicitárias e na entrada em grandes redes de varejo, a OTO decidiu seguir um caminho diferente: construir uma comunidade antes mesmo de lançar seu primeiro produto. Fundada pelos empreendedores Klaus Schuster e Gustavo Balbi, a marca reuniu cerca de 600 homens em um grupo de WhatsApp para acompanhar os bastidores do desenvolvimento da empresa, compartilhar sugestões e validar ideias.
“A gente queria criar uma comunidade forte e engajada antes mesmo do lançamento. O grupo de WhatsApp nos permitiu conversar diretamente com quem seria nosso cliente, entender suas dores e acompanhar de perto a construção da marca. Antes de vender um shampoo, queríamos construir uma marca feita de um homem para outro homem”, afirma Klaus Schuster.
A proposta está presente até no nome. OTO significa “One-to-One”, conceito que representa essa conexão direta entre marca e consumidor. A empresa busca fugir da lógica dos produtos generalistas ao criar uma experiência de autocuidado masculino mais personalizada, unindo fórmulas próprias a uma identidade inspirada na perfumaria de nicho.
“Nossa visão sempre foi fugir da lógica do produto que tenta atender todo mundo. O homem de cabelo liso tem necessidades diferentes do homem de cabelo crespo, por exemplo. Queremos desenvolver produtos específicos para cada perfil e criar uma marca que realmente converse com esse consumidor”, explica Schuster.
A OTO iniciou sua linha com shampoo e condicionador focados em volume, controle da oleosidade e limpeza profunda. A fórmula foi desenvolvida para atender às principais demandas do público masculino brasileiro, como o controle da oleosidade e a preocupação com cabelos ralos. O diferencial fica por conta da fragrância inspirada na perfumaria de nicho.
Sucesso interno de vendas prepara expansão nacional
A estratégia também se refletiu no modelo de negócios. Atualmente, cerca de 95% das vendas são realizadas pelo e-commerce próprio, enquanto a empresa adia a entrada no varejo para priorizar o fortalecimento da marca e da relação direta com os consumidores.
“O varejo continua fazendo parte dos nossos planos, mas entendemos que primeiro precisamos construir reconhecimento de marca e criar uma base sólida de clientes. Isso nos permite crescer de forma mais saudável e conhecer profundamente quem compra nossos produtos”, destaca o empreendedor.
Os resultados apareceram rapidamente. Em poucos meses de operação, a OTO ultrapassou a marca de 3.500 clientes e teve mais de 3.800 pedidos, com um ticket médio de R$188 e registrando taxa de recompra de 33,7%. A expectativa é encerrar o primeiro ano de operação com faturamento de R$1 milhão e dobrar esse valor em 2027.
O próximo passo inclui a ampliação do portfólio, com novos produtos para cuidados masculinos, além da expansão para canais como TikTok Shop, barbearias e salões de beleza.
“Nosso objetivo nunca foi criar apenas um shampoo. Queremos construir a principal marca brasileira de grooming masculino. A ideia é desenvolver uma linha completa de produtos para dominar o banheiro do homem, sempre mantendo essa proximidade com a nossa comunidade”, concluiu Klaus Schuster.
Mais informações em https://otomen.com.br/
