Roteiro desenvolvido pela empresa brasileira Driveness percorre a Motor Valley italiana para mostrar como Ferrari, Fórmula 1, gastronomia e cultura transformaram uma tradição industrial em um dos maiores ativos turísticos do país
A Itália abriga algumas das marcas mais desejadas do automobilismo mundial, como Ferrari, Lamborghini, Maserati, Pagani e Ducati. Mas o que faz do país uma referência para apaixonados por carros vai muito além das fábricas. Ao longo das últimas décadas, a região conhecida como Motor Valley transformou sua tradição automotiva em um dos mais bem-sucedidos produtos de turismo do mundo, reunindo autódromos históricos, museus, estradas cênicas, gastronomia, vinhos e hotelaria em uma mesma experiência.
É justamente esse modelo que inspirou a Driveness, empresa brasileira especializada em turismo automobilístico de luxo, a desenvolver sua próxima jornada internacional. Entre 23 e 31 de outubro, um grupo de viajantes percorrerá a Itália ao lado de Felipe Massa, ex-piloto de Fórmula 1, sócio e embaixador da empresa, em um roteiro que combina automobilismo, gastronomia, cultura e hospitalidade para mostrar como o país transformou sua paixão pelos motores em um patrimônio turístico.
Segundo Gustavo Zschaber, fundador e CEO da Driveness, a proposta da viagem nasceu da observação de que a Itália conseguiu construir um ecossistema em torno da cultura automotiva.
“A Itália conseguiu transformar sua história automotiva em um patrimônio turístico. O carro é apenas um dos elementos dessa experiência. Ao redor dele existe uma cultura formada por gastronomia, design, hospitalidade, arquitetura e pessoas apaixonadas pelo que fazem.”
A programação foi desenhada para reproduzir essa lógica. Ao longo de oito dias, os participantes visitarão locais ligados ao universo Ferrari, percorrerão estradas históricas, conhecerão autódromos emblemáticos e viverão uma imersão na gastronomia, nos vinhos e na cultura italiana, sempre acompanhados por Felipe Massa, que compartilhará histórias e bastidores de sua carreira na Fórmula 1.
Um destino onde o automobilismo faz parte da identidade
Poucos países conseguiram transformar sua indústria automotiva em um ativo turístico tão consistente quanto a Itália.
Na Motor Valley, visitar uma fábrica representa apenas uma etapa da viagem. O visitante percorre estradas que ajudaram a construir a história da Ferrari, conhece museus dedicados ao automobilismo, almoça em restaurantes estrelados Michelin, visita vinícolas centenárias e se hospeda em propriedades que preservam a tradição da hospitalidade italiana.
Essa integração entre cultura automotiva, gastronomia e hospitalidade faz com que o destino desperte interesse mesmo entre pessoas que não são especialistas em carros.
“Quem gosta de automobilismo normalmente também aprecia boa gastronomia, design, vinhos e cultura. A Itália reúne tudo isso de forma muito natural e transforma cada parada em parte da viagem”, afirma Gustavo.
A programação também foi concebida para casais, equilibrando atrações ligadas ao universo automotivo com gastronomia, bem-estar, moda, perfumaria e experiências culturais, permitindo que diferentes interesses convivam naturalmente ao longo do roteiro.
Um modelo que inspira o turismo de luxo
Na avaliação de Gustavo, a Itália se tornou uma referência porque conseguiu integrar diferentes elementos da sua identidade em uma única proposta turística.
“Quando você percorre essas estradas, conversa com as pessoas e conhece a história das marcas, percebe que o automobilismo faz parte da identidade italiana. Foi exatamente essa atmosfera que quisemos traduzir na experiência.”
A valorização de roteiros construídos em torno de paixões específicas acompanha uma tendência do turismo de luxo. Gastronomia, vinhos, esportes, arte e automobilismo passaram a orientar viagens altamente especializadas, desenvolvidas para públicos que buscam acesso, conhecimento e vivências autênticas.
Ao transformar marcas icônicas, estradas históricas e uma tradição centenária em parte da experiência do visitante, a Itália criou um modelo que inspira empresas de turismo em diferentes partes do mundo e demonstra como patrimônio industrial, cultura e hospitalidade podem se tornar importantes ativos para o desenvolvimento do turismo.
