Juliano Melo assume como Chief Revenue Officer da fashiontech e chega com a missão de ampliar a rede de marcas parceiras, dobrar a base de compradores até o fim de 2026 e estruturar uma nova fase de crescimento

O Mercado Único inicia uma nova etapa de expansão com a chegada de Juliano Melo como sócio e Chief Revenue Officer (CRO). Com mais de 20 anos de experiência no desenvolvimento de negócios para marcas globais de artigos esportivos e lifestyle, o executivo construiu sua trajetória em companhias como Nike, Puma e grupo Adidas, acumulando experiência em estratégia comercial, desenvolvimento de negócios e expansão de marcas. Agora, passa a integrar a fashiontech com a missão de transformar essa trajetória em crescimento, novas parcerias e maior escala para a operação brasileira.

Ao longo da carreira, Melo liderou equipes e projetos voltados à abertura de mercados, crescimento de receitas, posicionamento comercial, conversão e fidelização de públicos B2B e B2C. No grupo Adidas, atuou como diretor de uma unidade de negócios e esteve à frente do planejamento e da execução da estratégia go-to-market de uma categoria estratégica para a América Latina, contribuindo para o avanço das vendas, melhoria das margens e expansão de participação de mercado.

A aproximação com o Mercado Único aconteceu em 2026, a partir do contato com Leonardo Mencarini, CEO e cofundador da empresa. Além do potencial de crescimento do negócio, a proposta da companhia de criar novos caminhos para produtos de moda e ampliar a circularidade do setor foi um dos fatores que despertaram o interesse do executivo. O modelo atua sobre um desafio conhecido pelas grandes marcas: a gestão de estoques remanescentes, incluindo peças de coleções anteriores e produtos provenientes de logística reversa.

“Passei boa parte da minha trajetória acompanhando de perto os desafios de grandes marcas para crescer, proteger seu posicionamento e, ao mesmo tempo, lidar de forma eficiente com estoques e diferentes canais de distribuição. No Mercado Único, enxerguei a oportunidade de aplicar essa experiência a um modelo que combina potencial econômico, tecnologia e circularidade. Entramos agora em uma fase em que queremos ampliar significativamente nossa rede de parceiros e compradores, mas fazendo isso com disciplina comercial, rentabilidade e relações de longo prazo”, afirma Juliano Melo, novo sócio e CRO do Mercado Único.

Na nova função, Melo passa a concentrar a estratégia de geração de receita da fashiontech, integrando áreas como performance comercial, parcerias, relacionamento, vendas e operações. Entre suas atribuições estarão o desenvolvimento da estratégia B2B com fornecedores e clientes, planejamento de preços, gestão de estoque, margens e rentabilidade, além da expansão do portfólio de marcas parceiras e da base de compradores.

O executivo também será responsável por decisões relacionadas à estratégia de go-to-market, orçamento de crescimento, relação entre custo de aquisição e valor gerado pelo cliente, incentivos da equipe comercial e otimização do funil de vendas. Outra frente será o fortalecimento das estratégias de relacionamento e retenção, incluindo CRM, programas de fidelidade, recomposição de estoque e captação de peças usadas. A intenção é aproximar a geração de demanda da disponibilidade contínua de produtos, um dos pontos centrais para sustentar o crescimento de um negócio baseado na circulação de estoques.

A experiência acumulada em multinacionais também deverá contribuir para aproximar o Mercado Único de grandes players da moda e do varejo. A empresa pretende utilizar essa visão para desenvolver um mix de categorias de maior giro, aprimorar estratégias de precificação e fortalecer parcerias B2B capazes de aumentar a oferta de produtos. Ao mesmo tempo, a companhia busca incorporar práticas de gestão e planejamento utilizadas por operações globais sem perder as particularidades do mercado brasileiro.

A chegada do novo sócio acontece em um momento em que o Mercado Único se prepara para aumentar consideravelmente sua escala. Atualmente, a plataforma reúne 3 mil compradores com CNPJ e trabalha com dezenas de marcas fornecedoras. A meta é chegar a 6 mil clientes até o final de 2026, dobrando a base atual, enquanto o portfólio de fornecedores deve avançar de dezenas para centenas de marcas.

Em uma etapa posterior, a estruturação desse modelo deverá servir de base para os planos de internacionalização do Mercado Único. Antes disso, a prioridade será consolidar a expansão no Brasil, ampliar a oferta disponível para a base de clientes focada em brechos e transformar a circularidade de estoques em uma frente cada vez mais integrada à estratégia comercial das marcas.

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