A Siteware, empresa de tecnologia em gestão integrada, divulgou os resultados do Panorama Nacional da Remuneração Variável 2026, pesquisa realizada entre janeiro e março de 2026 com a participação de 338 profissionais de organizações brasileiras de diferentes portes e setores. O levantamento indica que a remuneração variável (RV) tem ganhado relevância como ferramenta estratégica: ao conectar metas individuais, de equipe e corporativas aos objetivos do negócio, ela recompensa financeiramente quem contribui para o resultado da empresa.
Mas essa ambição esbarra em uma maturidade operacional que ainda não acompanha o discurso, e o Panorama identifica três gargalos ao longo do ciclo do programa: metas mal definidas, falta de transparência para o colaborador ao longo do ciclo e governança frágil no processo.
O primeiro gargalo está na concepção do programa, seja ele estruturado como participação nos lucros, bônus ou comissão. Para 40,6% dos respondentes, metas mal definidas são o principal ponto de falha nos programas de RV, sinal de que muitas empresas ainda têm dificuldade para garantir que cada meta esteja, de fato, conectada à estratégia do negócio.
Esse desafio cresce com a complexidade do programa: 69,7% das empresas classificam sua RV como complexa, com múltiplos indicadores, etapas de validação e fórmulas diferentes por área ou cargo. “O fator crítico de sucesso é, realmente, ter uma boa definição de metas dentro da estrutura de um programa. Elas precisam ser desafiadoras, mas ainda assim alcançáveis. As pessoas precisam entender e acreditar que é possível alcançar os resultados”, afirma Fernando Teixeira, sócio da Kienbaum Brasil e um dos especialistas que colaboraram com o Panorama.
Definidas as metas, bem ou mal, o segundo gargalo aparece no acompanhamento. Em 76,8% dos casos analisados, o acompanhamento depende de um intermediário ou não existe um canal formal para consulta direta dos indicadores. Sem saber se está ou não no caminho certo, o colaborador não tem como agir para influenciar o próprio resultado, o que esvazia boa parte da promessa estratégica da RV.
Os dados completos do Panorama Nacional da Remuneração Variável 2026 podem ser acessados neste link.
O terceiro gargalo está na governança do dado e no cálculo. 61,3% das empresas ainda utilizam planilhas em alguma etapa do ciclo da RV, o que significa conciliar versões manualmente, sem uma fonte única de dados: uma pessoa acompanha um número, outra acompanha outro, e essas versões só se encontram, ou colidem, no fechamento do ciclo. É esse cenário que explica por que 83,5% das empresas relatam esforço para fechar os ciclos.
Para Marcello Ladeira, CEO e cofundador da Siteware, os três gargalos mostram que a maturidade do programa de RV ainda é frágil: “Ela aparece em três momentos: na concepção da meta, no acompanhamento do colaborador e no esforço para o fechamento das contas. A pergunta que fica é: onde o seu processo ainda falha, e ainda dá tempo de corrigir a rota antes do fim do ciclo?”
Esses gargalos são só parte do que o Panorama revela. O material completo também mostra como a percepção sobre a RV muda conforme o nível hierárquico da empresa, além de tendências para 2026. Os dados completos podem ser acessados em: https://conteudo.siteware.com.br/panorama-nacional-de-remuneracao-variavel-2026.
Sobre a SitewareA Siteware é uma empresa de tecnologia em gestão com 25 anos de experiência, referência em remuneração variável e responsável por uma solução integrada de gestão que transforma estratégia em execução. Seu software Stratws One, adotado por mais de 800 empresas em 46 países, e a Siteware Academy apoiam as empresas no fortalecimento da governança, no acompanhamento de metas e indicadores em tempo real e na integração entre desempenho, desenvolvimento e remuneração variável. O Stratws One é a ferramenta oficial do Programa Parceiros pela Excelência (PAEX), da Fundação Dom Cabral.
Mais informações em: www.siteware.com.br.
