Nova funcionalidade do aplicativo analisa imagens das peças antes da ida à loja, evita deslocamentos desnecessários, inicia automaticamente o pré-cadastro dos produtos e torna mais ágil a avaliação para clientes e franqueados
Depois de transformar a forma como pessoas pesquisam, escrevem e produzem conteúdo, a inteligência artificial começa a assumir novas funções no varejo físico. Em um mercado que busca operações mais eficientes e jornadas cada vez mais fluidas, o Peça Rara Brechó desenvolveu uma ferramenta que utiliza inteligência artificial e visão computacional para realizar a pré-triagem de itens antes mesmo da ida à loja, tornando mais eficiente uma das etapas que mais demandam tempo na jornada de quem deseja vender peças second hand.
“Nosso objetivo não era apenas criar mais uma funcionalidade baseada em inteligência artificial, mas encontrar uma nova forma de aplicar essa tecnologia ao varejo físico. Percebemos que era possível antecipar parte da jornada do cliente antes mesmo da chegada à loja, tornando o processo mais eficiente tanto para o fornecedor quanto para o franqueado”, afirma Matheus Andrade, CEO do Peça Rara Brechó.
A solução permite que o fornecedor fotografe a frente, o verso e a etiqueta das peças diretamente pelo aplicativo. A partir dessas imagens, a plataforma identifica automaticamente informações relevantes para a avaliação, inicia o pré-cadastro dos produtos e organiza parte do processo antes da chegada à unidade. O resultado é uma operação mais ágil para as lojas e uma experiência mais simples para quem opta por vender roupas por consignação, comercializá-las em lote, com pagamento via PIX em até 24 horas após a aprovação, ou trocá-las por Moedas PR.
Na prática, a inovação reduz um dos principais pontos de atrito da moda circular. O cliente evita deslocamentos com peças que dificilmente atenderiam aos critérios de curadoria da rede e chega à loja com parte do processo já estruturado. Para o franqueado, a ferramenta otimiza o atendimento, reduz o tempo dedicado às etapas administrativas e permite concentrar a avaliação nas peças com maior potencial de aprovação.
Mais do que automatizar uma etapa do processo, a ferramenta inaugura uma nova aplicação da inteligência artificial no varejo físico. Ao antecipar parte da jornada antes da chegada do cliente à loja, a tecnologia reorganiza a dinâmica de atendimento, reduz atritos operacionais e amplia a eficiência sem substituir a curadoria realizada pelas equipes da rede.
“A inteligência artificial amplia a capacidade das nossas equipes, mas a decisão continua sendo humana. A tecnologia organiza informações, reduz tarefas operacionais e permite que os especialistas dediquem mais tempo ao que realmente faz diferença: a avaliação das peças e o relacionamento com o cliente. É dessa combinação entre inteligência artificial e conhecimento humano que nasce uma experiência melhor para todos os envolvidos”, complementa o executivo.
A iniciativa acompanha a expansão do mercado global de moda circular, que tem incorporado tecnologia para aumentar a eficiência operacional e aprimorar a experiência dos consumidores. De acordo com o ThredUp Resale Report 2026, o segmento de o segmento de second hand deve alcançar US$ 393 bilhões até 2030. Em 2025, avançou aproximadamente 13% e passou a representar cerca de 10% dos gastos globais com vestuário. A projeção para os próximos anos aponta crescimento médio anual próximo de 9%, reforçando o second hand como um dos principais vetores da economia circular mundial.
