Queda nas temperaturas estimula experiências residenciais ; especialista orienta sobre escolha e serviço dos rótulos

 A chegada do inverno favorece a realização de jantares, degustações e pequenas confrarias em casa. Esse movimento acompanha o aumento do consumo de vinho no período. De acordo com dados da Ideal Consulting, entre junho e novembro ocorre o pico de consumo da bebida no Brasil, e o inverno representa cerca de 35% da movimentação anual do mercado.

O aumento desses encontros também traz desafios relacionados à organização. Para facilitar essa tarefa, o app Tchin Tchin, desenvolvido pela Mira Artis, auxilia na criação e na gestão de eventos e confrarias de vinho, reunindo informações sobre rótulos, convidados e divisão de custos. Segundo Paulo Vasconcellos, diretor de Tecnologia da empresa, grupos que realizam degustações em casa buscam ferramentas para centralizar essas informações e organizar a participação dos convidados. “Os encontros residenciais envolvem decisões que vão da escolha dos rótulos à divisão dos custos. Ferramentas digitais ajudam a reunir essas informações em um só lugar e tornam a organização mais simples para os participantes”, afirma.

Além da organização, a escolha do vinho e a forma de servi-lo também influenciam a experiência dos participantes. Para Renata Pissolatti, sommelière internacional e fundadora da Pissolatti Vinhos, a seleção do rótulo deve considerar o estilo da bebida, o prato servido e a temperatura de consumo. Ela orienta que a escolha do rótulo considere quatro características: acidez, corpo, intensidade e harmonização com o prato.

“Pensando em manter os tintos como dica principal considerando o período do inverno, opte por uvas de baixa a média intensidade como Pinot Noir, Ancellotta, Marselan Rebo ou Teroldego, que tenham passagem por madeira francesa ou americana, para que, com maior corpo adquirido através do contato com a madeira, o vinho consiga suportar o peso do prato”, explica.

5 dicas para organizar uma confraria de vinho em casa

1. Escolha um tema para a degustação
Definir uma uva, uma região ou um país facilita a comparação entre os rótulos.

2. Sirva os vinhos na temperatura adequada
Tintos costumam apresentar melhor expressão entre 16°C e 18°C. Brancos e espumantes pedem temperaturas mais baixas, ou seja, precisam estar gelados.

3. Monte um cardápio simples
Para os pratos mais gordurosos que demandarem vinhos mais ácidos, busque por vinhos com as uvas Sangiovese, Barbera, e Montepulciano, ou até mesmo um Tannat de clima frio como aqueles feitos na Serra Gaúcha que, apesar de ser uma uva intensa, carrega alta acidez em razão do terroir.

4. Ofereça água entre as degustações
A água ajuda a limpar o paladar e permite perceber melhor as características de cada vinho.

5. Registre as impressões dos convidados
Anotar aromas, sabores e preferências ajuda nas próximas escolhas e torna a experiência mais interativa.

Para quem deseja conhecer melhor as características dos diferentes estilos de vinho, o site Treine seu Paladar, plataforma vinculada ao Tchin Tchin, oferece um questionário que leva cerca de dois minutos para ser respondido. A partir das preferências do usuário e da ocasião de consumo, a ferramenta recomenda perfis de vinho com base em critérios como acidez, corpo e intensidade.

5 erros para evitar ao servir vinho em casa

  • Servir o tinto muito quente ou acima dos 18º. Importante lembrar que temperatura ambiente demanda saber qual a temperatura do momento, pois não se tem a mesma variação de temperatura em várias regiões do país.
  • Esquecer de resfriar brancos e espumantes.
  • Utilizar apenas um tipo de taça para todos os vinhos. Na dúvida ou na falta dos modelos corretos, utilize as de vinho tinto e troque ao servir o vinho seguinte.
  • Abrir todos os rótulos ao mesmo tempo.
  • Ignorar a ordem de degustação (dos mais leves para os mais estruturados).

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