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Evento no Royal Tulip consolida Brasília como centro dos debates nacionais sobre natureza jurídica, fiscalização, governança e segurança institucional dos Conselhos Profissionais. O ambiente de Brasília volta a ser o epicentro das decisões que moldam a administração pública brasileira. Nesta quinta, 21 e sexta, 22, no Royal Tulip Alvorada, acontece o Congresso de Governança nos Conselhos Profissionais – 2ª Edição, encontro que se impõe como um dos mais relevantes fóruns jurídicos e institucionais do país. Em meio a transformações impostas pelos Tribunais Superiores, pelo TCU e pelos órgãos de controle, e diante de uma sociedade cada vez mais exigente por integridade e eficiência, o evento surge como bússola para orientar a atuação dos Conselhos Profissionais, corrigir rumos, uniformizar entendimentos e reduzir conflitos jurídicos que há anos desafiam o setor. A tônica desta edição é a natureza jurídica dessas instituições. Um tema que parece acadêmico, mas que, na prática, define tudo: o alcance da fiscalização, o modelo de governança, o regime administrativo, a gestão de pessoas, a autonomia decisória e os limites de atuação. Em um país onde cada decisão do STF ou do TCU tem impacto direto sobre contratos, nomeações, processos disciplinares, controles internos e modelos de gestão, compreender essa natureza jurídica é mais do que obrigação — é pré-condição para que Conselhos atuem com segurança e legitimidade. Não surpreende, portanto, que a conferência de abertura esteja nas mãos do ministro Gilmar Mendes, que analisará o lugar dos Conselhos na moldura constitucional, tema que há anos provoca questionamentos judiciais e disputas interpretativas. Ao lado dele, ao longo dos dois dias, uma constelação de nomes estratégicos: ministros do TCU como Benjamin Zymler, autoridades do TST como Guilherme Caputo Bastos, juristas, procuradores, dirigentes e especialistas que sustentam o debate público e a formulação das políticas institucionais do país. O Congresso não é uma vitrine de palestras, mas um espaço de enfrentamento dos dilemas reais da gestão. No primeiro dia, discussões intensas abordam o que talvez seja o eixo mais controverso: o regime híbrido dos Conselhos e seus limites. O painel reúne vozes que têm contribuído para consolidar jurisprudência e diretrizes administrativas — Zymler, Fernanda Marinela, Rodrigo Magalhães e Gustavo Beraldo Fabrício.…