• Anuário Mosaic Insights mostra que envelhecimento não reduz consumo, mas o reorganiza;
• Público 60+ mantém consumo acima da média em categorias essenciais e recorrentes.
A população brasileira acima de 60 anos está longe de reduzir sua relevância econômica e, em alguns casos, concentra um dos maiores potenciais de consumo do país. Um levantamento inédito da Serasa Experian mostra que os brasileiros 60+ classificados como “Elite Econômica e Profissional” consomem mais do que 72% da população. O dado faz parte do 1º Anuário Mosaic Insights da primeira e maior datatech do Brasil, estudo que analisa o comportamento do consumidor a partir de perfis que combinam variáveis como renda, estabilidade financeira e momento de vida. A leitura central é que o envelhecimento da população não representa retração do consumo, mas uma reorganização da forma de consumir.
A CMO e Vice-Presidente de Marketing Solutions da companhia, Giovana Giroto, explica que “os resultados também ajudam a desmistificar a ideia de que o público acima de 60 anos forma um grupo homogêneo. Na prática, a única coisa realmente em comum entre eles é a idade”. A concentração do público 60+ se dá principalmente no grupo “Aposentados e Planejadores Financeiros”, que reúne quase metade desse universo, com 48,7%. Ainda assim, o Anuário aponta presença relevante em outros perfis e reforça a percepção de que a população 60+ é mais diversa do que sugere o senso comum.
Entre esses segmentos, destacam-se “Autônomos e Nova Economia” (11,8%), caracterizado por renda variável e múltiplas fontes de receita; “Em busca de apoio” (11,0%), marcado por um consumo mais funcional e acesso restrito ao crédito; e “Pilares da Economia” (10,4%), que representa a base produtiva e trabalhadora, com alta sensibilidade a preços. Os 18,1% restantes se distribuem entre outros cinco grupos, entre eles a “Elite Econômica e Profissional” (1,4%), cuja participação fica levemente acima da média nacional, de 1,3%. Confira abaixo o detalhamento dos 60+ em todos os clusters do Mosaic:

Um exemplo didático dessa lógica é o delivery. No recorte 60+, ele aparece menos como impulso e mais como conveniência e organização de rotina. “Para muitos 60+, delivery é solução prática: simplifica o dia a dia e reduz esforço, não é ‘compulsão’”, diz Giroto. “Entre os perfis mais estáveis, como a própria Elite 60+, o consumo de delivery chega a 45%, reforçando que conveniência é um valor central nessa fase”, completa a executiva.




