Com narração de Neguinho da Beija-Flor e gravado nos barracões da Beija-Flor e Imperatriz na Cidade do Samba e na Sapucaí, material celebra o encontro entre a passarela e a avenida como dois desfiles de um mesmo sonho brasileiro
A MISCI revela o Filme Manifesto e a Campanha de Fotos da coleção Verão 27, “Escapismo Tropical”, em um lançamento que amplia e aprofunda o universo narrativo inaugurado no desfile dia 17 de Abril de 2026. Gravado nos barracões da Beija-Flor e da Imperatriz Leopoldinense, na Cidade do Samba, e na Sapucaí, o material traça um paralelo histórico e cultural entre dois tipos de desfile: o da passarela e o da avenida. Dois gestos distintos, uma mesma linguagem – o sonho como ato de resistência e invenção.
O filme tem narração de Neguinho da Beija-Flor, voz que carrega em si décadas de história do carnaval brasileiro, e Direção Criativa de Nídia Aranha e Airon Martin. A direção é assinada por Ángel Castellanos, que também faz as fotos da campanha. A escolha dos locais de gravação não é acidental: os barracões da Cidade do Samba são espaços de trabalho coletivo, de memória viva, onde costureiras, carnavalescos e artesãos erguem, com as próprias mãos, aquilo que o mundo inteiro vê como espetáculo. Para a MISCI, esse paralelo com o processo de criação da moda é profundo e necessário.
“O desfile de moda e o desfile de carnaval partem do mesmo lugar: do trabalho de muitas mãos, da pesquisa, da construção coletiva de uma ideia. A Sapucaí e a passarela desembocam no mesmo sonho. Quis que esse filme fosse uma declaração disso”, afirma Airon Martin, fundador e diretor criativo da MISCI.
O Filme dá voz a uma brasilidade que não se encaixa em cartão-postal e fala do êxodo, de jornadas invisíveis, de um povo que aprendeu, a duras penas, que sonhar não é escapar: é sobreviver em poesia.
O Filme Manifesto não é um desdobramento da coleção, e sim sua continuação. Se o desfile é o momento em que a MISCI propõe uma linguagem ao vivo, o filme é o espaço onde essa linguagem se aprofunda, se narra e se perpetua. A marca opera nesse intervalo entre a passarela e a imagem em movimento como território próprio: onde moda, cinema e poesia se encontram para construir algo que vai além da roupa. É nesse flerte constante com narrativas visuais que a MISCI afirma seu lugar não apenas como marca de moda, mas como marca que fomenta cultura e discussões.
As fotos, por Angel Castellanos, complementam e expandem essa narrativa visual. As imagens colocam as peças da coleção em diálogo com os cenários e personagens que habitam esse universo — o samba, o artesanato, a tradição oral, a cultura popular como fundamento e não como ornamento. Juntos, filme e fotos compõem um material de forte consistência conceitual, que reafirma a MISCI como marca que constrói identidade a partir de dentro.
O lançamento acontece em um momento emblemático para a MISCI, que após inaugurar sua primeira loja no Rio de Janeiro consolida a cidade como eixo estratégico de visibilidade global. Estar no Rio é, para a marca, afirmar que seu processo de internacionalização começa pelo aprofundamento das próprias raízes. “O Rio é a cidade mais global do Brasil, e não precisamos mais estar fora do Brasil para ser global”, reforça Airon Martin.


